Capital lidera pesquisa: Psicólogo alerta que uso de crack tornou-se um flagelo social

Capital lidera pesquisa: Psicólogo alerta que uso de crack tornou-se um flagelo social

A última pesquisa sobre o uso de crack realizada em 2005 em todas as capitais brasileiras apontou que João Pessoa liderou com 2,5% de usuários o que,a época,  correspondia a cerca de 180 mil pessoas, enquanto que outras capitais de grande porte o percentual girou em torno de 1,8%.

De acordo com o psicólogo e advogado, Deusimar Wanderley Guedes  a  disseminação do uso de crack tornou-se um flagelo social em praticamente todos os municípios brasileiros. “ Isto ocorre principalmente pela falta de políticas públicas voltadas para a questão das drogas em nosso país. Muito se fala, mas quase nada se faz para minimizar este grave problema”, alertou.

A estimativa da Or­ga­ni­za­ção Mundial da Saúde (OMS) para o Brasil é que existam 3% de usuários de crack, o que im­plica em seis milhões de brasileiros. O Ministério da Saúde tra­balha com dois milhões de usuários, ou seja, cerca de 1%. “O que interessa é que, seja qual for o número, o problema está a ‘olhos vistos’, não há como negar. Ademais, mais importante que os números, são exatamente os problemas e conseqüências que estas substâncias têm provocado em seus usuários, familiares e sociedade como um todo”, alertou.

Ainda segundo Deusimar Guedes, “ as autoridades constituídas não admitem que estamos diante de uma ‘epidemia’ de crack. Contudo, atestam que o uso indevido de drogas, constitui-se no maior problema de saúde pública da atualidade e teorias e cientificismos a parte, o importante é que, independente de estarmos ou não acometidos de uma epidemia faz-se necessário que as autoridades tratem politicamente o problema como uma epidemia”, finalizou

 
 


Paulo Cosme