Capacidade de armazenamento do Sistema Cantareira cai para 3,6%

Capacidade de armazenamento do Sistema Cantareira cai para 3,6%

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), acionou nesta quinta-feira (15) o conjunto de bombas que darão início à captação de água do "volume morto" do Sistema Cantareira na cidade de Joanópolis (Vagner Campos/Divulgação/VEJA)

O Sistema Cantareira, conjunto de represas que abastecem cerca de 9 milhões de pessoas na Região Metropolitana de São Paulo, chegou neste domingo a 3,6% da capacidade de armazenamento de água. O monitoramento diário feito pela Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Sabesp) indica queda de 0,2 ponto porcentual no volume desde ontem. Também é crítica a situação no Sistema Alto Tietê, cuja capacidade chegou hoje a 9%. Com a crise hídrica no estado, as águas desse reservatório estão sendo usadas desde março para suprir o abastecimento de áreas que eram atendidas pelo Cantareira.

Na última sexta-feira, a Justiça Federal liberou o uso da segunda cota da reserva técnica do Cantareira. A decisão suspendeu decisão liminar do dia 10, que impedia o uso do chamado volume morto e determinava que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (Daee) revissem a retirada feita pela Sabesp. A ação, proposta pelos ministérios públicos Estadual e Federal, pedia que os órgãos de regulação definissem semanalmente a vazão a ser cumprida, com a fixação de metas de restrição ou suspensão do uso da água pelas pessoas.

Também na semana passada, a Sabesp informou que restavam apenas 40 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica do Cantareira, cuja retirada começou no dia 16 de maio. Segundo a companhia, a segunda cota acrescentará mais 106 bilhões de litros ao sistema. Em depoimento na Câmara de Vereadores no dia 15, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, admitiu que, se não chovesse nos dias subsequentes, a primeira parte disponbilizada do volume morto acabaria em meados de novembro.

As chuvas acumuladas na região em outubro, no entanto, somam 0,4 milímetro, quando a média história para o mês é 130,8 milímetros. Na capital paulista, o calor não deve contribuir para a enfrentamento da crise hídrica em São Paulo, quando o consumo de água tende a aumentar. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências,  neste domingo, a temperatura máxima prevista na capital paulista é 33 graus Celsius (°C). Na última sexta-feira (17), a cidade registrou temperatura recorde, com os termômetros chegando a 39,3 °C, a maior desde o começo das medições, em 2000. 


 

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