Candidatos aos governos estaduais já arrecadaram R$ 279,8 milhões

Candidatos aos governos estaduais já arrecadaram R$ 279,8 milhões

 Os candidatos aos governos estaduais já arrecadaram R$ 279,8 milhões em dois meses de campanha. É o que mostra levantamento feito com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados neste sábado (6), referentes à segunda prestação de contas parcial das doações recebidas pelos políticos que concorrem nestas eleições. Na primeira prestação de contas, divulgada no dia 6 de agosto, o valor arrecadado era de R$ 79,7 milhões.

O candidato com o maior número de doações é Rui Costa (PT), que concorre ao cargo de governador na Bahia. Segundo dados do TSE, ele já arrecadou R$ 14,6 milhões. Em segundo lugar está Geraldo Alckmin (PSDB-SP), com cerca de R$ 14 milhões em doações, seguido por Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), com R$ 13 milhões.

Já entre os candidatos com menos receita está Jair Pedro (PSTU), que concorre ao cargo de governador em Pernambuco e que arrecadou apenas R$ 412,50. Alguns políticos nas disputas estaduais disseram ao TSE não ter havido movimentação financeira e há casos em que não foi registrada a prestação de contas na Justiça eleitoral.

Na tabela abaixo, clique em "leia mais" para ver detalhes sobre doações e gastos dos políticos em cada estado.

A lei permite que os candidatos arrecadem por dois meios: em uma conta aberta em nome do próprio ou em conta do comitê financeiro da candidatura, que posteriormente repassa os valores para o candidato. Para a elaboração desta reportagem, foram considerados apenas os valores que constam da prestação de contas do TSE em nome dos candidatos.

O prazo para o envio à Justiça Eleitoral da segunda parcial de prestação de contas terminou no dia 2 de setembro. Segundo a lei nº 9.504/1997, os candidatos são obrigados a entregar suas prestações de contas periodicamente ao TSE entre os dias 28 de julho e 4 de novembro. Há duas prestações de contas obrigatórias (agosto e setembro) antes da final, mas não há sanção para quem não entregar. Somente após a eleição é que eventuais omissões serão julgadas.

Os dados divulgados pela base de dados do TSE poderão ser atualizadas a qualquer momento.


G1