Caixa volta a aumentar juros para financiar a casa própria

Caixa volta a aumentar juros para financiar a casa própria

A Caixa Econômica Federal voltou a aumentar as taxas de juros do financiamento imobiliário. O ajuste foi de 0,3% nas taxas para financiamento de imóveis residenciais contratados com recursos da poupança (SBPE) no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O primeiro aumento de 2015 havia sido aplicado em janeiro.

De acordo com o banco, as novas condições passaram a valer para financiamentos concedidos a partir de 13 de abril.

A alteração foi feita “por motivo do aumento das taxas básicas de juros”, segundo informou a Caixa Econômica nesta quinta-feira (16). Atualmente, a Selic está em 12,75% ao ano.

O banco garantiu que não foram alteradas as taxas de juros dos financiamentos habitacionais contratados com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida nem do FGTS.

Segundo Daniele Akamines, sócia-diretora da Akamines Negócios Imobiliários, em um financiamento de R$ 200.000,00 no prazo de 420 meses, a primeira prestação passou de R$ 2.024,66 para R$ 2.070,75.

O dinheiro do FGTS usado no financiamento que não sofreu aumento da taxa não é o do trabalhador que está tendo seu imóvel financiado, mas vem do montante global depositado no banco.

Já os financiamentos que são feitos com recursos da poupança sofreram aumento nas taxas de juros. Nesse caso, o dinheiro utilizado no financiamento também não vem da conta do trabalhador, mas das poupanças que fazem parte do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE).

Queda nas vendas
O mercado de venda de imóveis novos na cidade de São Paulo não mostrou dados positivos em janeiro deste ano, de acordo com pesquisa mais recente do Sindicato da Habitação (Secovi).

O volume de vendas recuou em janeiro, tanto em relação a dezembro quanto na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Em janeiro, a capital registrou a venda de 737 unidades residenciais novas, representando uma queda de 77% em relação a dezembro, quando foram comercializadas 3.252 unidades, resultado já  esperado pelo mercado, de acordo com o Secovi.

 

 

G1