'Brasil só sai da depressão investindo', diz RC e admite estar 'perdendo a paciência' com Ministério da Fazenda

'Brasil só sai da depressão investindo', diz RC e admite estar 'perdendo a paciência' com Ministério da Fazenda

O governador Ricardo Coutinho (PSB), revelou que está perdendo a paciência com o Ministério da Fazenda em relação ao ajuste fiscal que vem sendo realizado nos estados. Em entrevista ao programa Rádio Verdade da Arapuan FM, o governador chamou a responsabilidade e afirmou que mais importante que o ministro Joaquim Levy ficar ou sair ‘é preciso mudar a política econômica’.

“Acho que é preciso olhar para o Brasil de outra forma, de uma forma que se pense no presente e no futuro. Não é possível simplesmente fazer de conta e achar que ele resolve tudo quando quebro o parque produtivo. Vou demorar quanto tempo? Bem mais! Qual a certeza que o Ministério da Fazenda tem nos dado de que esse caminho, que passou o ano todo e não resolveu, gera credibilidade para que seja aprovado no Congresso e ao mesmo tempo gere seus efeitos, quero saber o caminho”, disse.

Coutinho continuou as críticas afirmando que ‘não passa cheque em branco’ e que apesar de o estado da Paraíba ser pequeno ele ‘não se dobra’. “Não é isso que por ventura tudo o que venha vamos concordar, tenho discordância com a presidente porque as vezes a dose do remédio mata o paciente e é preciso ter o mínimo de percepção que vamos passar por essa travessia ”, comentou.

O governador afirmou que o Brasil não pode ter empresas falindo porque não tem a quem vender, nem perder investidores que recuam porque não têm confiança no ambiente. “Só sai da depressão investindo. Não tem outra forma. Vou aprofundar a recessão para com o que sobrar, os cacos, erigir um novo modelo, isso não existe!”, criticou. 

Questionado sobre a permanência do ministro Joaquim Levy à frente da Fazenda, o governador afirmou que mais importante que ficar ou sair é mudar a política econômica que adianta sair ou entrar. 

"Qualquer um de nós sabe que o Brasil tem gargalos, tem que construir um novo pacto federativo é difícil demais, tirar de qualquer canto e colocar no outro (...) é preciso ter coragem de pautar isso, voltar a discutir de forma séria porque não foi sério a forma que fizeram a reforma política que fizeram que é base de processo democrático. É preciso mexer nas bases estruturantes para que ele possa ir adiante e recuperar a capacidade, mas é preciso perceber que o ajuste fiscal não é apenas um encontro de contas", disse.

 

 


Marília Domingues