Brasil fica em 38º entre 40 sistemas de educação do mundo, diz estudo

Brasil fica em 38º entre 40 sistemas de educação do mundo, diz estudo

Se o Brasil é um dos favoritos para levantar a taça da Copa do Mundo deste ano, o mesmo não se pode dizer de sua educação. O país do futebol ficou em 38º no ranking "A Curva do Aprendizado", que avalia o desempenho de 40 sistemas educacionais mundo afora. Elaborado pelo instituto Pearson e pelo The Economist Intelligence Unit, o estudo compilou dados de testes internacionais e pesquisas no setor dos últimos dois anos.

 

 

Já o Brasil subiu apenas uma posição em relação ao ranking de 2012. Lá na lanterna, os brasileiros ficaram logo atrás da Argentina, que ficou em 37º lugar. Os dois países também perdem para outros emergentes como Chile, Turquia, Tailândia e Colômbia.

O ranking não utiliza pontuação absoluta, mas sim uma comparação com a média relativa dos 40 países, que é sempre 0. Em 2012, o Brasil ficou com -1.65, resultado que depois caiu para -1,73 neste ano. Ou seja, houve um distanciamento da média de todas as nações comparadas.

Os indicadores foram formulados a partir de dois itens estabelecidos pelos avaliadores:capacidade cognitiva (resultados de alunos nos testes internacionais) e sucesso escolar (índices de alfabetização e aprovação).

O próprio relatório se autointitula a "pesquisa das pesquisas". Para fazer o ranking, os avaliadores utilizaram dados de desempenho dos países em provas como a do Pisa 2013, da OCDE, Estudo de Tendências Internacionais em Matemática e Ciência (TIMSS), avaliações do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização e Leitura (Pirls) e Programa para Cáculo de Competência de Adultos (PIAAC), que mede taxas de analfabetismo e escolarização de adultos.

Com todas essas variáveis, o estudo é capaz de medir o desempenho da educação como um todo em determinado país, analisando desde a escola até a educação superior. Portanto, a partir de uma faixa etária abrangente, o relatório se preocupa não só com o desempenho de crianças e adolescentes, mas também de adultos em busca de trabalho.

A ex-presidente do Inep e atual diretora do SEADE-SP, Maria Helena Guimarães de Castro, foi uma das sete especialistas entrevistadas em todo o mundo pelos organizadores do ranking. Para ela, quase não há mudanças significativas do Brasil entre as duas edições do estudo, uma vez que o país apresentou melhora somente na questão do acesso ao ensino, mas não na qualidade

- Não mudou muito, infelzmente. Houve muito sucesso na inclusão no ensino fundamental ao longo do tempo, que está quase universalizado, mas do ponto de vista da qualidade, as melhoras são muito pequenas. O problema central me parece que ainda é o ensino fundamental. A base é tudo - opina.


 

O Globo