Brasil fecha 2.415 vagas formais em fevereiro

Brasil fecha 2.415 vagas formais em fevereiro

O Brasil fechou 2.415 vagas formais de trabalho em fevereiro, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira. Trata-se do pior desempenho para o mês desde 1999, quando foram fechados 78.030 empregos com carteira assinada. O resultado referente ao segundo mês do ano contrariou pesquisa da Reuters feita com analistas, que mostrou que a mediana das expectativas era de abertura de 20.000 empregos.

O resultado de fevereiro foi pior até mesmo do que o registrado no mesmo mês de 2009 (abertura de 9.179 vagas), ano em que a economia brasileira ainda enfrentava os efeitos da crise mundial. O saldo é resultado da diferença entre 1.646.703 admissões e 1.649.118 desligamentos.

Em janeiro deste ano, haviam sido fechados 81.774 postos com carteira assinada, na série sem ajustes, o pior resultado para o mês desde 2009. Em fevereiro do ano passado, houve a criação de 260.823 empregos formais.

Entre os setores, em termos absolutos, o que registrou o maior número de desligamentos foi o comércio, com o fechamento de 30.354 postos em fevereiro. Em seguida, aparecem a construção civil, que teve 25.823 demissões no mês passado; agropecuária (9.471); extrativa mineral (1.260) e serviços industriais de utilidade pública (310).

Na outra ponta, o setor de serviços foi o responsável pela maior geração de vagas formais de trabalho em fevereiro, com um saldo positivo de 52.261 postos, segundo dados do Caged. A indústria de transformação gerou 2.001 vagas no mês passado.

No recorte geográfico, três das cinco regiões pesquisadas tiveram contração no nível de emprego: Nordeste, com o fechamento de 27.528 postos; Sudeste: (4.846) e Norte: (4.724). Outras duas tiveram expansão: Sul (23.902) e Centro-Oeste (10.781).

No acumulado do ano, o resultado registra queda de 80.732 postos de trabalho, o que representa uma forte queda em relação aos mais de 300.000 empregos com carteira assinada criados no primeiro bimestre do ano passado, na série ajustada.

O economista e professor doutor da Universidade de São Paulo Luciano Nakabashi afirmou que o resultado do Caged em fevereiro reflete a menor demanda e a queda nos investimentos no País. “A situação era esperada, porque a economia vem devagar desde 2013 e, em algum momento, isso iria bater no emprego. Isso só não ocorria por conta das políticas de estímulos à demanda”, avaliou.

 

 

 

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