Braço-direito de Marina Silva oficializa saída da Rede Sustentabilidade para assumir cargo na CBF

Braço-direito de Marina Silva oficializa saída da Rede Sustentabilidade para assumir cargo na CBF

Em encontro de militantes da Rede Sustentabilidade neste sábado (6), em São Paulo, o ex-porta-voz nacional Walter Feldman afirmou que deixa o projeto com a tranquilidade de ver o processo em plena evolução.

"A Rede está praticamente pronta", diz ele, que foi o homem forte da campanha presidencial de Marina Silva neste ano.

Feldman argumenta que o grupo já conta com parlamentares prontos para migrarem para o partido assim que for legalizado. Segundo ele, faltam poucas assinaturas para a Justiça Eleitoral ratificar a criação do partido.

Ele também avalia que a Rede, assim como Marina, sustentam uma imagem e dimensão pública relevantes.

"Não existe mais a essencialidade da minha participação na Rede", observa.

O recém empossado secretário-geral da Federação Paulista de Futebol (FPF), onde começou a trabalhar no dia 1º de dezembro, decidiu participar da reunião na tarde de hoje para justificar sua decisão de sair do projeto de Marina Silva e do partido.

Feldman vai trabalhar na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) a partir de abril, quando Marco Polo del Nero assumir a presidência da instituição.

Segundo a Folha, ele terá cargo de chefia na entidade.

Feldman explica que, de acordo com o estatuto da CBF, ele não pode atuar em partidos políticos nem sequer ser filiado.

Ele conta que conhece Marco Polo da época em que foi secretário municipal de esportes de São Paulo na gestão do então prefeito José Serra, no período de 2007 a 2011.

A mudança, nomeada como "radical" pelo próprio Feldman, rompe a "carreira política de 40 anos".

"Saio para trabalhar pelo tempo da gestão do Marco Polo na CBF, que é de quatro anos. E não é um projeto político. É um projeto para criar na esfera nacional o que fizemos juntos numa parceria entre o poder público e uma instituição privada — no caso, a FPF, quando eu estava na secretaria municipal", justifica.


 

Brasil Post