Bovespa fecha em queda após S&P rebaixar bancos e Petrobras

Bovespa fecha em queda após S&P rebaixar bancos e Petrobras

A Bovespa fechou no vermelho nesta sexta-feira (11), com agentes repercutindo a perda do grau de investimentos pela Standard & Poor's por várias empresas brasileiras, entre elas a Petrobras, e potenciais medidas para o controle das contas públicas. A fraqueza dos mercados de ações externos também afetou o índice.

O Ibovespa caiu 0,22%, a 46.400 pontos. Veja cotação Na semana, o índice recuou 0,2% e em setembro, 0,48%. Em 2015, a bolsa acumula perda de 7,21%.

Homem passa em frente à painel de ações na Bovespa (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)Homem passa em frente à painel de ações na Bovespa (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

 

Petrobras entre os destaques de baixa
As ações ordinárias da Petrobras fecharam a R$ 8,81, o menor valor desde setembro de 2004, quando os papéis fecharam cotados a R$ 8,75. Já os papéis preferenciais terminaram o dia a R$ 7,66.
 
Segundo levantamento do analista da consultoria CMA, Adriano dos Santos Pires, trata-se da menor cotação de fechamento desde 24 de janeiro de 2005, quando o papel fechou a R$ 7,64.

 

A estatal liderou as maiores perdas do dia, após a empresa ser rebaixada pela S&P na véspera, e em meio à queda dos preços do petróleo e corte na recomendação e preço-alvo por bancos estrangeiros, entre eles o Bank of America Merrill Lynch.

Perto do fechamento, as maiores altas ficaram a cargo da Siderúrgica Nacional (mais de 10%) e da Usiminas (mais de 11%). E entre as maiores baixas estavam, além de Petrobras, Hering (mais de 4%) e Smiles (mais de 6%).

O gestor Joaquim Kokudai, da JPP Capital, disse que o comportamento do mercado externo é de certa cautela, mas que há um sentimento de que o ambiente político local pode caminhar para um desenho melhor após o Brasil perder o selo de bom pagador por uma das grandes agências de classificação de risco.Petrobras perde selo de bom pagador

Pouco antes do fechamento na véspera, a S&P cortou o rating da Petrobras para grau especulativo, como parte de uma série de ações sobre ratings de companhias brasileiras , após ter tirado o grau de investimento do Brasil na quarta-feira.
 
A S&P foi a segunda das três principais agências de classificação de risco a colocar nota da estatal em grau especulativo - a primeira foi aMoody's, que tirou o grau de investimento da Petrobras em fevereiro.
 
Quanto à Hering, o mercado repercutiu o anúncio da saída do diretor das marcas Hering e Hering for You, Luis Renato Bueno.
 
A Vale perdeu o fôlego da abertura e mostrou declínio perto de 2%, mesmo após forte alta dos preços do minério de ferro na China e manutenção do grau de investimento da companhia pela S&P.
 
Cenário local e externo
Nos EUA, os principais índices acionários recuavam, com investidores adotando posições conservadoras antes da decisão de política monetária nos Estados Unidos na próxima semana, diante da chance de o Federal Reserve elevar os juros pela primeira vez em quase uma década.

 

"A perda do grau de investimento do país pela Standard & Poor's trouxe um senso de urgência para implementar medidas fiscais", afirmou.

Entre as alternativas ventiladas na mídia brasileira está a criação de tributo sobre transações financeiras, conforme noticiou o jornal "Valor Econômico".

 
Véspera
Bovespa fechou em baixa na véspera, depois que a agência de risco Standard & Poor's rebaixou a nota do país, tirando o grau de investimento, o "selo de bom pagador", do Brasil. O Ibovespa caiu 0,33%, a 46.503 pontos.

 

Perto do horário de fechamento, as ações preferenciais (que dão ao acionista preferência na distribuição dos dividendos) da Petrobras caíam mais de 5% no caso e quase 4% nas ordinárias (que dão direito a voto nas assembleias da empresa). Já as ações da Vale tinham alta de quase 5% nas ordinárias e quase 4% nas preferenciais.

Rebaixamento do Brasil

O Brasil perdeu o grau de investimento na classificação de crédito da Standard and Poor's (S&P), na quarta (09). A nota do país foi rebaixada de "BBB-" para "BB+", com perspectiva negativa. O rebaixamento para a categoria "especulativa" acontece menos de 50 dias após a agência ter mudado a perspectiva para negativa.

 

Grandes companhias na Europa e na Ásia que têm uma parcela significativa das receitas advindas do Brasil tiveram suas ações negativamente afetadas nesta quinta-feira pela notícia, com performance abaixo dos índices regionais.

 

 

G1