Bovespa dispara e tem a maior alta diária do ano, amparada por bancos

Bovespa dispara e tem a maior alta diária do ano, amparada por bancos

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em forte alta nesta quarta-feira (26), seguindo o otimismo dos índices dos Estados Unidos, apesar de uma nova queda nas bolsas da China e dopessimismo no mercado de ações da Europa. O bom humor do mercado norte-americano,no entanto, ajudou a impulsionar a bolsa brasileira, aliado ao forte avanço das ações de bancos.

Esta foi a maior alta diária desde dezembro de 2014, quando, no dia 17, a bolsa fechou em alta de 3,63%.O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subiu 3,35%, a 46.038 pontos, após tombo de 3,03% na véspera. Veja cotação.

Itaú e Bradesco, que têm grande peso na bolsa (juntos compõem quase 20% do índice Bovespa), tinham alta de perto de 5% no final do pregão, após comissão mista no Congresso concluir votação estabelecendo a alíquota da contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) sobre instituições financeiras em 20% até 1º de janeiro de 2019, quando volta a vigorar o percentual de 15%.

Perto do mesmo horário, as ações da Petrobrassubiam mais de 2% nas preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) e quase 3% nas ordinárias (com direito a voto).

Na semana, a Bovespa acumula alta de 0,7%. No mês e no ano, há desvalorização de 9,49% e 7,94%, respectivamente.

o dólar terminou o dia cotado a R$ 3,6014 para venda, em baixa de 0,19%.

China cai e Europa reage mal; EUA sobem
A Bolsa de Xangai, na China, voltou a fechar em queda nesta quarta-feira (26), com perda de 1,27%, mesmo após a China cortar a taxa de juros após fortes perdas e queda de mercados em todo o mundo. Na terça (25), as perdas foram de 7,63%, e na segunda (24), a queda foi mais brusca: 8,5%. Mas o mercado japonês se recuperou. O índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tóquio fechou em alta de 3,26%.

O órgão regulador dos mercados de capitais e a polícia da China estão mirando suspeitas de violação de regras para negociação de ações e uso de informações falsas, passo mais recente em uma leva de medidas para limpar os mercados em meio a oscilações intensas nas bolsas.

As bolsas da Europa reagiram mal e fecharam em queda, apesar da recuperação na véspera. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, caiu 1,86%, a 1.380 pontos.

Já o mercado acionário dos Estados Unidos subia cerca de 4% na tarde desta quarta-feira, conforme receios sobre a economia da China abriam espaço para investidores em busca de barganhas, animado pelas expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, pode não elevar juros no próximo mês.

Veja o fechamento dos principais índices nesta quarta-feira (26):

XANGAI: caiu 1,30%
JAPÃO: subiu 3,20%
HONG KONG: perdeu 1,52%
EUROPA: perdeu 1,86%

Turbulência nos mercados
A forte aversão ao risco nos mercados na segunda-feira (24) teve como pano de fundo as preocupações com a China, diante das indicações de que a desaceleração da economia chinesa é maior do que se esperava.

O movimento recente do banco central da China de desvalorizar o iuan também levou a um choque negativo no apetite de risco e elevou a preocupação de contaminação no crescimento global.

A China chegou a crescer 13% em 2007 e 10,4% em 2010, e manteve o ritmo em patamares elevados até o ano passado. Este ano, o crescimento esperado do PIB chinês em torno de 7% está abaixo do esperado.

Cenário doméstico
No front local, repercutia a decisão da maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de votar pela continuidade de ação que pede a cassação da presidente Dilma Rousseff por suposto abuso de poder na campanha eleitoral em 2014.

"É mais um elemento que joga contra a governabilidade", disse o analista Marco Aurélio Barbosa, da CM Capital Markets, referindo-se à decisão do TSE.

 

 

 

G1