Bovespa avança e fecha no maior patamar desde novembro

Bovespa avança e fecha no maior patamar desde novembro

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta nesta quinta-feira (2), alcançando os 53 mil pontos, maior patamar desde o fim de novembro do ano passado.

O dia foi mais calmo, em virtude da véspera de feriado da Páscoa, enquanto investidores aguardam dados do mercado de trabalho norte-americano que devem sair na sexta-feira (3).

O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de São Paulo, avançou 1,53%, aos 53.123 pontos. Veja cotação. É o patamar mais alto desde o fim de novembro. Em 2015, o índice acumula alta de 6,32%. Na semana, alta é de 6,13%.

Perto do fechamento, as ações preferenciais da Petrobras subiam 5%, cotadas a R$ 10,72, o maior valor desde 23 de dezembro. No ano, as ações sobem 6,98%.

"O mercado está acreditando que o balanço está para sair. Emitido o balanço, some um risco muito grande do papel, que é a cobrança antecipada de credores", disse à Reuters o economista Hersz Ferman, da Elite Corretora.

Ele acrescentou que a ação ainda foi influenciada por anúncio na véspera de contrato de financiamento com o Banco de Desenvolvimento da China (CDB).

Já as ações da Vale também avançavam mais de 3% no mesmo horário, após terem recuado pela manhã, com o preço do minério de ferro para pronta entrega na China renovar nesta quinta-feira a mínima histórica.

As ações da Rumo Logística dispararam mais de 25% perto do horário de fechamento, em seu segundo pregão na Bovespa após a união da Rumo com a ALL.

A ação da fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo teve a maior queda, de quase 6%, em reação à reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo", dando conta de que a empresa é suspeita de pagar R$ 1 milhão de propina para ter julgado um processo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Procurada pela Reuters, a Marcopolo não comentou de imediato.

Ajuste fiscal
A maior confiança do mercado no compromisso com o ajuste fiscal do governo contrabalançava a cautela de investidores, segundo a XP Investimentos. "No cenário político, os ânimos se acalmaram e os integrantes do governo parecem estar mais em sintonia em relação à necessidade do ajuste fiscal proposto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy", disse a corretora em relatório matinal.

O mercado avaliou positivamente as declarações feitas nesta semana pelo ministro, defendendo o ajuste fiscal para garantir que o país não perca o grau de investimento, além do avanço nas negociações com o Senado sobre a troca de indexador da dívida de Estados e municípios com a União.

"O alinhamento do Planalto com propostas do Levy, com um apoio mais incisivo, e a sinalização de que o Congresso tem maior compreensão dos ajustes que ele está propondo trouxeram certo alívio para o mercado", disse a analista Karina Freitas, da corretora Concórdia.

Apesar da tranquilidade nesta manhã, as próximas semanas ainda tendem a mostrar volatilidade, com o dólar sensível a  desdobramentos políticos no Brasil e indicadores econômicos nos Estados Unidos, que possam sinalizar o momento de aumento da taxa de juros norte-americana.

Na véspera, a Bovespa fechou acima dos 52 mil pontos pela primeira vez no ano, com a alta das alta das ações da Oi, Eletrobras e Petrobras. O Ibovespa, principal indicador de ações da bolsa, subiu 2,29% no 1º pregão do mês, aos 52.321 pontos, após acumular queda de 0,84% em março.

Dólar
Nesta quinta, a moeda norte-americana caiu 1,36%, a R$ 3,1292 na venda. É a quarta queda seguida frente ao real. Na semana, o recuo é de 3,36%.

 
 
 
 

G1