Bolsas chinesas se estabilizam; Xangai tem alta de 1,98%

Bolsas chinesas se estabilizam; Xangai tem alta de 1,98%

As bolsas chinesas se estabilizaram nesta sexta-feira (8), depois das fortes quedas que forçaram o encerramento dos pregões na quinta-feira. O índice geral de Xangai, SSE Composite, fechou em alta de 1,97%, aos 3.186,41 pontos. Na Bolsa de Shenzhen, o SZSE Component teve alta de 1,20%, aos 10.888,91 pontos. Os dois índices iniciaram o dia em alta, chegaram a ter fortes baixas, mas depois se recuperaram e passaram o resto do pregão em alta.

Após duas interrupções na semana de sua estreia, a China decidiu nesta quinta-feira (7) suspender seu mecanismo de "circuit break", responsável pela paralisação do mercado acionário no caso de perdas ou ganhos acentuados. A ferramenta foi extinta das praças chinesas a partir desta sexta (8). 

Em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 0,39% aos 17.697,96; em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,59% aos 20.453,71 pontos; em Seul, o Kospi teve alta de 0,70%, aos 1.917,62 pontos; e em Taiwan, o Taiwan Weighted teve baixa de 0,53% aos 7.893,97 pontos.

A decisão das autoridades de suspender o "circuit break" veio após dois pregões serem interrompidos em apenas uma semana, levando ao fechamento antecipado de seus mercados e a turbulências em bolsas de todo o mundo. 

A primeira ocasião foi logo na estreia do "circuit break", no dia 4 de janeiro. A segunda foi nesta quinta, apenas meia hora depois do início dos negócios. A ideia do sistema, presente em outros mercados, é que, quando o índice conjunto CSI 300 (que reúne 300 valores cotados nas bolsas de Xangai e Shenzhen) cair ou subir 5%, é feita uma parada automática de 15 minutos. Se, após o reinício, os movimentos acentuados continuarem e houver uma variação de 7%, o pregão seria suspenso até o dia seguinte.

"Atualmente os efeitos negativos do mecanismo são maiores que os efeitos positivos. Portanto, a Comissão Reguladora do Bolsa de Valores da China decide suspender o mecanismo interruptor para manter a estabilidade do mercado", disse em comunicado Deng Ken, porta-voz do órgão.

As autoridades da China haviam reduzido o nível de referência do yuan em relação ao dólar em 0,51%, a 6,5646 yuanes por dólar, a menor taxa desde março de 2011. O Banco Central chinês, contudo, acabou fortalecendo a taxa referencial do yuan pela primeira vez em nove dias úteis. A taxa referencial ficou em 6,5636 antes da abertura do mercado.

Na quinta, o índice de Xangai perdia 7,04%, aos 3.125,00 pontos enquanto o Shenzhen recuava 8,35% aos 1.955,88 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 3,09% aos 20.333,34 pontos; em Tóquio, o Nikkei 225 caiu 2,33% aos 17.767,34 pontos; em Seul, o Kospi teve queda de 1,10% aos 1.904,33 pontos; em Cingapura, o Straits Times teve baixa de 2,65%, aos 2.729,91 pontos; e em Taiwan, o Taiwan Weighted caiu 1,73% aos 7.852,06 pontos.

Bolsas europeias operam em baixa

As principais bolsas europeias operam em baixa nesta sexta-feira (6). Por volta das 9h, em Paris, o CAC 40 caía 0,15% aos 4.396,80 pontos; em Frankfurt, o DAX 30 tinha queda de 0,16% aos 9.995,80 pontos; e em Londres, o FTSE 100 recua 0,12% aos 5.961,50 pontos.

As principais bolsas europeias fecharam esta quinta-feira (7) em forte queda, influenciadas por novas turbulências vindas do mercado acionário chinês e pela fraqueza do petróleo, que ameaça repetir mínimas históricas em sua cotação.

 

 

 

Jornal do Brasil