Banco Central projeta inflação de 6% em 2015 e de 4,9% para 2016

Banco Central projeta inflação de 6% em 2015 e de 4,9% para 2016

O Banco Central projeta que a inflação ficará abaixo do limite máximo de 6,5% no próximo ano e se aproximará da meta de 4,5% em 2016.

Mais otimistas que as do mercado, as novas projeções oficiais divulgadas nesta terça-feira (23) apontam um IPCA -índice de referência da política de juros- de 6% em 2015 e 4,9% em 2016.

Essas previsões consideram uma alta dos juros dos atuais 11,75% anuais para os 12,5% esperados pelo mercado no próximo ano. Sem alteração dos juros, calcula-se, o IPCA ficaria 0,1 ponto percentual mais alto.

Em tese, portanto, será necessário elevar os juros além do previsto para cumprir a meta até 2016.

Sob o comando de Alexandre Tombini, no governo Dilma Rousseff, as taxas de inflação têm sempre superado as estimativas iniciais.

Bancos e consultorias ainda são céticos quanto às perspectivas de cumprimento da meta, ultrapassada desde 2010. A expectativa central do mercado é de um IPCA pouco acima do teto em 2015 e de 5,7% em 2016.

Desta vez, no entanto, procura-se criar a expectativa de uma atuação mais enérgica para conter a alta dos preços, porque a prioridade imediata da nova equipe econômica da administração petista é recuperar a credibilidade das contas e compromissos do governo.

Para isso, os juros voltaram a subir após as eleições, e está em preparação um pacote de corte de gastos públicos e, possivelmente, elevação de impostos.

No relatório em que divulgou as projeções, o BC ainda acrescentou que “irá fazer o que for necessário para que no próximo ano a inflação entre em longo período de declínio, que a levará à meta de 4,5% em 2016″.

Não aparece no documento a defesa de “parcimônia” na elevação dos juros, empregada em comunicações anteriores.

Com ajustes do gênero pela frente, não se pode prever recuperação da economia tão cedo.

Ainda assim, o BC calcula que, no período de 12 meses até setembro próximo, o PIB (Produto Interno Bruto, medida da renda nacional) terá expansão de 0,6% -uma melhora em relação ao 0,2% esperado para este ano.

Uol