Bancários rejeitam proposta da Fenabran e deflagram greve por tempo indeterminado na PB

Bancários rejeitam proposta da Fenabran e deflagram greve por tempo indeterminado na PB

O presidente do Sindicato dos Bancários, Marcos Henriques, confirmou em entrevista ao Jornal da Arapuan nesta quinta-feira (1), que a categoria deve rejeitar a proposta de 5,5% da Fenabran e deflagrar greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (6) 

Henriques afirmou que os bancários querem ganho real e não destruir o que eles construíram nos últimos 12 anos com a 'ressurreição do abono salarial'. “Os Bancários vão se reunir e deflagrar greve a partir de terça-feira, por tempo indeterminado”, disse.

Os bancários reivindicam mais segurança nas agências, contratações para que os usuários não sejam submetidos a filas intermináveis, além de sobrecarregar os profissionais e um reajuste que possibilite ganho real.

De acordo com as leis trabalhistas, pelo menos 30% dos serviços precisam ser mantidos. Nesta quinta-feira, 1º de outubro, às 19h, nas dependências do Sindicato dos Bancários da Paraíba (Av. Beira Rio, 3.100 – Tambauzinho), os bancários vão se reunir em Assembleia Geral Extraordinária, para avaliar a proposta de reajuste de 5,5% no salário, também na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche e abono de R$ 2.500,00, feita pela da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na rodada de negociação do dia durante a rodada de negociação desta sexta-feira 25), em São Paulo.

Diante da intransigência, da falta de respeito, da afronta dos banqueiros em oferecer um reajuste abaixo da inflação (9,88% em agosto) e de ressuscitar o famigerado abono salarial, o Comando Nacional dos Bancários orienta a categoria a rejeitar a proposta rebaixada e deflagrar a GREVE POR TEMPO INDETERMINADO, a partir da zero hora do dia 6 de outubro de 2015.

O presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba, Marcos Henriques criticou a postura mesquinha dos banqueiros e reforçou o convite aos bancários para participarem ativamente da Assembléia, destacando que exploração não tem perdão.

“Todos os anos os banqueiros nos empurram para a greve, que é a única arma que temos para fazer valer os nossos direitos. Assim sendo, uma vez que os bancos se negam a nos conceder um reajuste de 16%, que inclui 5,7% de ganho real, além de buscarem o engodo do abono pecuniário, vamos ao confronto, paralisando as atividades nesta terça-feira, 6 de outubro”, concluiu.

 

 


Marília Domingues / Thaísa Aureliano