Aumentam mortes por gripe H1N1 na Paraíba

Aumentam mortes por gripe H1N1 na Paraíba

A mudança climática no país e a chegada do período chuvoso reforçam o alerta para as viroses, mas, sobretudo, para a gripe H1N1. De acordo com o Ministério da Saúde, até 30 de abril, 2.085 casos da doença já foram registrados no país, além de 411 mortes atribuídas ao vírus. Na Paraíba, a Secretaria Estadual de Saúde revelou que 14 pessoas faleceram com suspeita de contaminação com o vírus, sendo oito casos confirmados. Além disso, foram notificados 118 casos da doença no estado, com 11 confirmações e 14 casos descartados.

A forma de contágio da gripe H1N1 é semelhante às outras gripes e, por isso, exige ainda mais cuidado. Segundo a infectologista do Hapvida Saúde, Maria Alice Sena, o contato com gotículas de secreções respiratórias do portador do vírus, através da tosse, espirro e durante a fala podem ser meios de infecção. Devido ao grau de vulnerabilidade da doença, a vacinação é uma alternativa para prevenir o problema e conter os índices de contágio.

“A vacina é menos eficaz nos extremos de idade e em pessoas com comprometimento imunológico. Entretanto, sabe-se que a eficácia pode variar de 50% a 90%, dependendo da coincidência entre as cepas incluídas na vacina e as cepas circulantes do vírus. A vacina funciona através da injeção de partículas do vírus capazes de induzir a resposta imunológica, sem desencadear sintomas da doença”, afirma Maria Alice Sena.

Por causa disso, o recomendado é evitar situações em que o contágio possa acontecer, como ambientes fechados e com grande aglomeração de pessoas. A especialista esclarece que também é necessário “isolar o paciente com suspeita ou diagnóstico da gripe H1N1, utilizando máscara para o contato direto com o mesmo e o orientando a lavar frequentemente as mãos, usar lenço cobrindo a boca e o nariz, ao tossir e espirrar.”

 

Prevenção também nas escolas

Em estado de alerta, a escola infantil e de ensino fundamental Prime’s Cool tem adotado várias medidas para prevenir e conscientizar as crianças sobre a H1N1. “Nós temos mantido as salas arejadas, com janelas e portas abertas; utilizamos material hospitalar para a limpeza e espalhamos dispensadores com álcool em gel por toda a escola”, explica a enfermeira parceira da Prime’s Cool Débora Guedes. Além disso, a conscientização das crianças é trabalhada com a linguagem específica para cada faixa etária e de maneira lúdica e didática. Já para os pais, a escola elaborou uma cartilha, enviada por e-mail, com orientações sobre o vírus.

 

 

 

 

 

Assessoria