Ato no RJ reúne 1 milhão, diz organização

Ato no RJ reúne 1 milhão, diz organização

Por meio de sua assessoria, a Polícia Militar informou que reforçou o policiamento em todos os locais onde estão previstas manifestações neste domingo, inclusive com apoio do Batalhão de Choque. O número do efetivo não foi divulgado por questões de segurança.

Às 11h20, uma hora e 20 minutos após o horário marcado para o início do ato, os manifestantes ocupavam cerca de 8 quarteirões da Praia de Copacabana e as duas pistas da Avenida  Atlântica. Eles estenderam uma grande bandeira, na qual estava escrito “chega de impunidade”.

Para Bernardo Santoro, coordenador estadual do Movimento Brasil Livre (MBL), o ato em Copacabana foi um sucesso. “Mais de 1 milhão de pessoas engajadas por um Brasil sem PT, por um Brasil com impeachment que pensa em crescimento econômico e progresso. E que pensa no futuro dos nossos filhos”, disse.

“Superou o que esperávamos. Estamos muito felizes. Foi tudo em paz. Trouxemos as pessoas para marcar a nossa insatisfação com a corrupção em geral”, disse Pedro Rodrigues, um dos organizadores e representante do Vem Pra Rua. Segundo o organizador do Vem Pra Rua, o número de pessoas foi maior do que o esperado: “A estimativa era de 500 mil pessoas, mas batemos 1 milhão, talvez até 1,5 milhão”.

Pouco antes das 13h, começou a cair uma chuva fina em Copacabana. Na noite de sábado, uma forte chuva atingiu a cidade e matou quatro pessoas (dois na comunidade Chácara do Céu, no Leblon, um em Rocha Miranda, no Subúrbio, e na Rocinha).

Já perto do fim do protesto, por volta das 15h, três jovens tiveram que ser retirados da manifestação em Copacabana dentro de um carro da polícia. Segundo testemunhas, eles estariam defendendo o governo e começou a confusão.

MANIFESTAÇÃO - RIO - 9H40 (Foto: Nicolás Satriano/G1)
Ambulantes vendem bonecos de Lula e de Dilma
(Foto: Nicolás Satriano/G1)
 

Bonecos de Lula e Dilma
Na concentração, ambulantes vendiam bonecos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma vestidos de presidiáro por R$ 10.

Um dos ambulantes, que preferiu não se identificar, disse que trouxe para vender 100 unidades. Segundo contou, os bonecos infláveis são produzidos em São Paulo. Os bonecos se esgotaram por volta do meio-dia, segundo um dos ambulantes.

Um carro guiado por controle remoto chamava a atenção que quem participava do protesto. Rogério Ramos, 40 anos, técnico em mecatrônica, contou que o objetivo do carro operado remotamente, que circula por Copacabana com a bandeira do Brasil, é mostrar que o país está sem controle.

Dono do “brinquedo de adulto”, como ele chama, conta que precisou fazer diversas modificações no carro. “Só o banco traseiro é original”, disse.

 

 

 

 

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