‘Assembleia joga as coisas para a plateia’, diz Tárcio Pessoa sobre cortes propostos pelos deputados a setores do governo

‘Assembleia joga as coisas para a plateia’, diz Tárcio Pessoa sobre cortes propostos pelos deputados a setores do governo

O secretário Tárcio Pessoa criticou a postura da Assembleia Legislativa em relação aos cortes de gastos na Lei Orçamentária Anual de 2015. Segundo o secretário, os deputados estariam “jogando para a plateia” uma série de decisões muitas vezes consideradas incabíveis.

“É interessante. Corta o orçamento da comunicação para R$ 500 mil mas aumenta  R$ 12 milhões no auxílio parlamentar. Com todo o respeito, a Assembleia às vezes joga as coisas para a platéia”, declarou o secretário.

Ele explicou que a receita da comunicação antes do corte proposto pela ALPB já havia sido pensada de uma forma racionalizada. “Fizemos cortes substanciais. O estado tem cerca de nove mil cargos comissionados e vai diminuir para cinco mil. Dez mil pessoas entraram por concurso na educação. Fizemos concurso para médicos, tudo isso está sendo feito com todo o cuidado”, declarou.

Ele ainda falou que a Assembleia Legislativa deixou de usar parte dos recursos repassados pelo duodécimo do ano passado.

“O dinheiro de 2014 não foi usado integralmente, mas devolver o dinheiro a ALPB não devolveu não. Entre os poderes é o que tem a situação orçamentária mais tranquila. Quando pensamos, isso acontecer porque é um poder que fica concentrado em um lugar só, diferente dos demais poderes, que precisam de uma presença maior no interior”, explicou.

Aumento de salário - Apesar das dificuldades, Tárcio Pessoa, garantiu que os servidores estaduais terão reajuste linear em seus salários neste ano.

“Temos que fazer o que é possível. Vai ser dado além da possibilidade. O governador tem sido bastante corajoso nesta discussão”, disse o secretário.

O governador Ricardo Coutinho tem sentado para conversar com as categorias profissionais com o intuito de chegar a um consenso com relação aos valores. “O aumento será linear. O que será variável serão as gratificações, que serão à parte”, explicou.

Para o secretário, as negociações tem sido difíceis, especialmente no que diz respeito ao uso de recursos para projetos e para salários. “O povo precisa conhecer, entender. O que a gente quer como estado? Um estado para pagar folha para certas castas ou um estado que consegue crescer?”, questionou.

 
 
 
 


João Thiago