Assembleia aprova empréstimo para governo construir quase cinco mil unidades habitacionais

Assembleia aprova empréstimo para governo construir quase cinco mil unidades habitacionais

O governo estadual aprovou nesta quinta-feira (10) um empréstimo na ordem de R$ 36,9 milhões junto ao Banco do Brasil, com contrapartida do Estado, que serão investidos na construção de quase cinco mil unidades habitacionais, dentro do programa federal “Minha Casa Minha Vida”. O projeto obteve 24 votos favoráveis, contra apenas uma abstenção.

“Eu me recusei a votar contrário ou favorável porque o governo chega aqui (Assembleia) com um pedido de empréstimo, sem que nós da oposição tivéssemos conhecimento sobre nenhum detalhamento”, disse o deputado Bruno Cunha Lima (PSDB).

Para o deputado Ricardo Barbosa (PSB), “nem precisava apelar para o voto favorável a esse projeto de empréstimo, até porque beneficiar diretamente a população, sobretudo em se contratando de construção de casas”, declarou. Mas o que chamou a atenção mesmo é que Cunha Lima não seguiu a orientação de votar junto com a bancada.

Ou seja, o parlamentar não atendeu a orientação da deputada Camila Toscana (PSDB), que encaminhou o voto favorável. Mostra que a oposição “bate cabeça” na Assembleia. “Não poderia votar contrário a um projeto que beneficia diretamente a população pobre do Estado”, comentou ela.

A bancada de situação comemorou o resultado da votação, sob o argumento de que “o empréstimo atende a necessidade da população”, afirmou o deputado Hervázio Bezerra (PSB), líder da bancada do governo no Poder Legislativo do Estado.

Mutirão

Outro projeto importante, de autoria do Poder Executivo, foi aprovado. Desta vez contou com os votos de todos os integrantes da bancada da bancada de oposição. A proposta trata da realização de um mutirão fiscal, uma espécie de Refis para resolver casos de inadimplências de pessoas jurídicas e físicas.

“Ganham todos. O Estado que realiza o mutirão para fazer caixa neste momento de crise, também as pessoas que estão inadimplentes com os tributos estaduais”, concluiu o deputado Hervázio.

 

 

 


Marcone Ferreira