Após passar de R$ 3,60, dólar perde força e fecha a R$ 3,52

Após passar de R$ 3,60, dólar perde força e fecha a R$ 3,52

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (9), mas distante das máximas do dia, em linha com os mercados no exterior e à espera dos desdobramentos da crise política no Brasil. Mais uma vez, o Banco Central não anunciou intervenção no câmbio.

A  moeda norte-americana avançou 0,62% em relação ao real, cotada a R$ 3,5249 na venda. Veja a cotação

Minutos antes do fechamento do pregão, o presidente do Senado, Renan Calheiros,decidiu manter o andamento do processo de impeachment, rejeitando o recurso do  presidente em exercício da Câmara.Pela manhã, o dólar chegou a passar de R$ 3,60, após a notícia de que o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão,anulou a votação de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o que deixou os investidores confusos sobre como será daqui para frente no campo político. Ao longo do dia, entretanto, o movimento de alta perdeu força.

 

Cotações ao longo do dia:
Às 9h10, alta de 0,12%, a R$ 3,5074
Às 10h40, alta de 0,35%, a R4 3,5151
Às 11h30, alta de 0,47%, a R$ 3,5196
Às 12h, alta de 1,77%, a R$ 3,565
Às 12h10, alta de 3%, a R$ 3,6082
Às 12h20, alta de 3,08%, a R$ 3,6107
Às 12h30, alta de 2,06%, a R$ 3,575
Às 13h09, alta de 1,47%, a R$ 3,5545.
Às 13h29, alta de 1,36%, a R$ 3,5507.
Às 14h12, alta de 1,47%, a R$ 3,5545.
Às 15h, alta de 1,55%, a R$ 3,5574.
Às 15h44, alta de 0,72%, a R$ 3,5284.
 
No exterior, o dólar avançava em relação a moedas de outros países emergentes após dados da China mostrarem que aexportações e importações caíram mais do que o esperado em abril,  esfriando expectativas de recuperação da economia chinesa, de acordo com informações da Reuters.

 

O dólar nesta segunda
Veja a variação em R$ por hora

 

 

"Dados fracos da China ainda têm a capacidade de mexer com os mercados, especialmente na ausência de outros fatores relevantes", disseram os analistas do banco Brown Brothers Harriman (BBH), em nota a clientes, segundo a Reuters.

No Brasil
O mercado segue de olho em expectativas sobre um eventual afastamento de Dilma Rousseff que, se confirmado, levará o viceMichel Temer à presidência. Temer já indicou o ex-presidente do BC Henrique Meirelles como seu ministro da Fazenda, o que tem agradado o mercado.

 

"Para o mercado, a saída de Dilma é certa e a questão agora é se Temer conseguirá ser bem-sucedido", disse mais cedo à Reuters o economista da consultoria 4Cast Pedro Tuesta.

Mais uma vez, o Banco Central não anunciou leilão de swap cambial reverso, equivalente a compra futura de dólares, apesar de a moeda norte-americana ter voltado ao patamar de R$ 3,50, considerado por muitos operadores como o piso que o BC tentaria defender. O BC atuou no início da semana passada, mas está ausente do mercado desde quarta-feira.

 

 

 

G1