Após discurso homofóbico, candidatos repudiam fala de Levy Fidelix

Após discurso homofóbico, candidatos repudiam fala de Levy Fidelix

Com algumas horas de atraso, os candidatos à Presidência da República repudiaram o discurso homofóbico de Levy Fidelix (PRTB) no debate do último domingo (29), pela TV Record. Se no momento da fala todos permaneceram calados, o dia seguinte foi reservado aos posicionamentos contrários ao perretebista.

Responsável por trazer o tema ao debate, quando perguntou sobre a dificuldade em aceitar uniões civis entre gays, Luciana Genro (PSOL) já iniciou as medidas legais para combater o discurso de Levy. Juntamente do deputado Jean Wyllys, candidato a reeleição, Genro entrou com uma representação ao TSE exigindo que o adversário "seja punido, nos termos da legislação eleitoral, por ter incitado o ódio e a violência contra a população LGT em seu pronuciamento no debate".

Eduardo Jorge (PV) utilizou o Twitter para opinar. "Hoje vocês viram o quanto é necessário uma legislação que criminalize a homo/lesbo/transfobia, equiparando-as aos crimes de racismo, né?", postou. O departamento jurídico do Partido Verde também estuda entrar com ação no TSE.

Os três candidatos mais fortes desta eleição não mostraram qualquer tipo de reação no momento da fala de Levy Fidelix. O silêncio do momento foi quebrado nesta segunda-feira, com Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) condenando a fala do candidato.

Em caminhada por São Bernardo do Campo, em São Paulo, Aécio Neves se posicionou. "Quero expressar nosso repúdio absoluto àquela declaração. Como já disse, qualquer tipo de discriminação é crime. Homofobia também", afirmou, concluindo que "foi uma participação sem sentido e equivocada (de Levy Fidelix".

"Sou contra a homofobia e acho que o Brasil atingiu um patamar de civilidade que nós, a sociedade brasileira e o governo, não podemos conviver com processos de discriminação que levem à violência", disse Dilma Rousseff durante coletiva de imprensa em um hotel de São Paulo.

Marina Silva foi taxativa ao afirmar que "as declarações são de fato homofóbicas e inaceitáveis em qualquer circunstância". "A declaração dele foi inaceitável do ponto de vista da completa intolerância com a diversidade social e cultural que caracteriza o nosso país", concluiu.
 

 
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