Após bater R$ 3,65, dólar fecha em queda

Após bater R$ 3,65, dólar fecha em queda

Após chegar a bater R$ 3,65 mais cedo, o dólar fechou em queda ante o real nesta quarta-feira (26), após três pregões seguidos de alta, mas continuou no patamar de R$ 3,60. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 3,6014 para venda, em baixa de 0,19%.

Mais cedo, o dólar chegou a atingir R$ 3,6563, maior nível intradia desde 14 de fevereiro de 2003, quando chegou a R$ 3,67.

Nas casas de câmbio, o dólar turismo chegou a passar de R$ 4 na venda.

 

Apesar da queda nesta quarta, o dólar ainda acumula alra de 3% na semana. No mês e no ano, a valorização é de 5,16% e 35,46%, respectivamente.
 
Veja as cotações do dólar nesta quarta:

 

 

Às 9h15, alta de 0,25%, a R$ 3,6175.
Às 9h31, baixa de 0,25%, a R$ 3,5982.
Às 10h33, alta de 0,59%, a R$ 3,6298.
Às 11h14, avanço de 0,99%, a R$ 3,6442.
Às 11h26, alta de 1,24%, a R$ 3,6532.
Às 11h53, alta de 0,82%, a R$ 3,6382.
Às 12h25, alta de 0,61%, a R$ 3,6304.
Às 13h10, alta de 0,74%, a R$ 3,6351.
Às 14h25, alta de 0,85%, a R$ 3,6391.
Às 15h10, alta de 0,52%, a R$ 3,6271.
Às 15h40, alta de 0,15%, a R$ 3,6139.
Às 16h40, queda de 0,10%, a R$ 3,6047.
 
Mudança em tributação de bancos
Segundo a agência Reutes, a mudança de rumo ocorreu após a comissão mista no Congresso Nacional aprovar a elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) sobre instituições financeiras para 20% até 1º de janeiro de 2019, quando volta a vigorar o percentual de 15%. Com isso, cresceu a expectativa de maior necessidade de proteção cambial pelo bancos, o que desencadiaria mais venda da moeda norte-americana.

 

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora da proposta, pretendia aumentar a alíquota da CSLL para instituições financeiras a 23%, mas a comissão optou por elevar a 20%. A Medida Provisória 675 segue ao plenário da Câmara dos Deputados e depois, ao do Senado.

Bancos que têm subsidiárias no exterior costumam se proteger da variação cambial, já levando em consideração impostos que têm de pagar sobre seus ganhos. Com o maior tributo, cresce essa necessidade de "hedge" e, por isso, eles têm de vender mais dólares para cumprir suas obrigações.

"Foi só sair a confirmação e dólar voltou", resumiu o especialista em câmbio da Icap Corretora, Ítalo Abucater.

 

 

Cenário de incertezas
A alta vista mais cedo ocorreu após números fortes sobre a economia dos Estados Unidos, enquanto no cenário doméstico persiste a apreensão com a crise política.

 

"O mercado está repleto de incertezas", disse à Reuters o gerente de câmbio da corretora Treviso, Reginaldo Galhardo. Investidores vêm colocando em dúvida a possibilidade de o Federal Reserve, banco central norte-americano, dar início ao aperto monetário ainda neste ano em meio à intensa volatilidade financeira, desencadeada pelo tombo das bolsas chinesas.

Os números desta manhã, no entanto, alimentaram expectativas de que isso pode acontecer em 2015, o que pode atrair para os EUA recursos aplicados em países como o Brasil.

No Brasil, o quadro político conturbado também pesava sobre o ânimo dos investidores após a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votar na véspera pela continuidade da ação que pede a cassação da presidente Dilma Rousseff. Incertezas sobre a possibilidade de ela não terminar seu mandato têm provocado intensa pressão sobre os mercados financeiros locais.

A volatilidade no mercado de câmbio era acentuada também porque investidores se questionavam sobre a possibilidade de o Banco Central aumentar sua intervenção no câmbio para atenuar o avanço do dólar, que tende a pressionar a inflação.

Nesta manhã, o BC vendeu a oferta total de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, que equivalem a venda futura de dólares, para a rolagem do lote que vence no próximo mês. Ao todo, o BC já rolou 8,621 bilhões de dólares, ou cerca de 86%, do total de 10,027 bilhões de dólares e, se continuar neste ritmo, vai recolocar o todo o lote.

 

O órgão regulador dos mercados de capitais e a polícia da China estão mirando suspeitas de violação de regras para negociação de ações e uso de informações falsas, passo mais recente em uma leva de medidas para limpar os mercados em meio a oscilações intensas nas bolsas.China cai e Europa reage mal
A Bolsa de Xangai, na China, voltou a fechar em queda nesta quarta-feira (26), com perda de 1,27%, mesmo após a China cortar a taxa de juros após fortes perdas e queda de mercados em todo o mundo. Na terça (25), as perdas foram de 7,63%, e na segunda (24), a queda foi mais brusca: 8,5%.

 

 

Turbulência nos mercados
A forte aversão ao risco nos mercados na segunda teve como pano de fundo as preocupações com a China, diante das indicações de que a desaceleração da economia chinesa é maior do que se esperava.

 

O movimento recente do banco central da Chinax de desvalorizar o iuan também levou a um choque negativo no apetite de risco e elevou a preocupação de contaminação no crescimento global.

A China chegou a crescer 13% em 2007 e 10,4% em 2010, e manteve o ritmo em patamares elevados até o ano passado. Este ano, o crescimento esperado do PIB chinês em torno de 7% está abaixo do esperado.

 

 

 

G1