Após atingir R$ 3,21, dólar cede com dado fraco sobre consumo nos EUA e cai a R$ 3,17

Após atingir R$ 3,21, dólar cede com dado fraco sobre consumo nos EUA e cai a R$ 3,17

A estagnação do consumo das famílias americanas inverteu a trajetória do dólar nesta segunda-feira, que passou a cair após a divulgação do número decepcionante. Após ter atingido máxima de R$ 3,215, o dólar comercial agora registra desvalorização de 0,31% e vale R$ 3,175 na compra e R$ 3,177 na venda. O dólar vem de uma escalada contra o real, tendo subido em seis das últimas sete sessões. Com o alívio no dólar, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta, com seu índice de referência Ibovespa avançando 0,63%, aos 53.091 pontos.

Contrariando as previsões otimistas dos analistas do mercado financeiro, o consumo das famílias americanas ficou estagnado em abril, com os consumidores poupando para reforçar suas economias. Em março, os gastos haviam subido 0,5%. O dado divulgado hoje pelo Departamento de Comércio indica que a economia dos EUA deve precisar de mais tempo para retomar seu fôlego. Com isso, perde força a hipótese de que os juros do país subirão em breve, o que retira força do dólar.

O índice da Bloomberg Dollar Spot, que mede a força do dólar frente a uma cesta de dez divisas, subia 0,29% no início da manhã e agora avança apenas 0,06%.

No Brasil, o Banco Central (BC) iniciou nesta segunda a rolagem de 7 mil contratos de swap cambial, um recurso oferecido ao mercado para proteger empresas e instituições financeiras de oscilações do dólar e que retira um pouco da força da moeda americana frente ao real. Com isso, o BC sinaliza que deve voltar a rolar 80% do lote de contratos que estão para vencer, assim como fez em maio.

 

BOLSAS EUROPEIAS SOBEM COM OTIMISMO GREGO

No mercado acionário, as Bolsas europeias registram alta após dois pregões de quedas com um maior otimismo sobre a possibilidade de a Grécia chegar a um acordo com seus credores. O índice de referência Euro Stoxx registra alta de 0,49%, a Bolsa de Londres tem alta de 0,14%, a Bolsa de Paris sobe 0,68% e a de Frankfurt, 0,57%.

Na agenda doméstica, os investidores estarão de olho à balança comercial de maio, que será divulgada hoje, e à entrevista do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, à tarde, que encontrará em Washington o secretário americano do Tesouro.

 


 

O Globo