Apesar de demissões, gastos de Itaporanga com funcionalismo ainda foi alto no 1º semestre

Apesar de demissões, gastos de Itaporanga com funcionalismo ainda foi alto no 1º semestre

Apesar de ter reduzido em 8,29% o número de servidores entre os meses de maio e junho deste ano, com a demissão de contratados, a Prefeitura de Itaporanga continua gastando alto com a folha de pessoal. Até a metade do ano, os valores chegaram a R$ 8.191.239,13, que corresponderam a R$ 61,5% de toda a movimentação financeira feita pela edilidade no período, calculada em R$ 13.298.074,08.

Em junho, a Prefeitura tinha 929 servidores, incluindo os do Fundo Municipal de Saúde, 84 a menos do que o mês anterior. Eles estavam distribuídos em 576 efetivos; 277 contratados; 66 comissionados; 8 eletivos; e 2 benefícios previdenciário, sendo desembolsados R$ 1.312.852,53 para pagá-los. Em relação a maio, a economia foi de, apenas, pouco mais de R$ 80 mil. Os dados foram colhidos no site do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que recebe, mensalmente, o envio dos balancetes da Prefeitura.

Com o alto gasto com a folha de pessoal em relação à realidade financeira da Prefeitura, pouco tem sobrado para investimento em obras e ações importantes voltadas ao desenvolvimento do município, que pena por uma atuação mais firme do poder executivo em áreas estratégicas, como saúde, educação, infraestrutura e agricultura.

Cuidado com a LRF - É importante lembrar que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) não permite que a Prefeitura ultrapasse o limite máximo de despesa com a folha de pessoal fixada em 54% em relação à receita corrente líquida. Se essa barreira é atingida, a LRF impõe vários impedimentos à Prefeitura, e o gestor ainda poderá ter suas contas administrativas reprovadas pelo Tribunal de Contas.