Anastácio diz que PMDB foi covarde por abandonar Dilma e ataca Veneziano: 'não tem moral'

Anastácio diz que PMDB foi covarde por abandonar Dilma e ataca Veneziano: 'não tem moral'

O deputado estadual, Frei Anastácio (PT), afirmou que não perdoa a ‘traição’ do PMDB após o anúncio de ‘desembarque’ do governo Dilma Rousseff (PT), nesta terça-feira (29), falou do movimento organizado pela classe política de esquerda e artistas na Paraíba nesta quinta-feira (31) e fez duras críticas ao deputado federal, Veneziano Vital do Rego (PMDB).

O dia 31 foi escolhido para o novo protesto devido a simbologia que ele carrega. Anastácio lembrou que foi neste dia que os militares assumiram o país com o golpe e que a classe política de esquerda da Paraíba irão promover uma manifestação, junto com diversos artistas que vão colaborar com um grande show no Ponto de Cem Reis “mostrando que eles acreditam na liberdade de expressão”, disse.

Já sobre a devolução de cargos do PMDB que ficou definido junto com a decisão de não apoiar mais o governo Dilma, Frei Anastácio afirmou que o partido já deveria ter feito isso ontem (terça). “Já está com atraso e temos capacidade para saber quem colocar para que as coisas continuem funcionando”, comentou.

Anastácio explicou que ainda não há um levantamento dos cargos do PMDB na Paraíba, porém que no próximo sábado (2) será feita uma reunião do diretório estadual do PT e será feito um levantamento de tudo. O PMDB estava à frente de pastas como a Funasa e Agricultura.

O parlamentar afirmou que a atitude do PMDB foi um ato de covardia e que se sente ofendido com isso. “Votei contra o meu partido na última eleição, votei em Maranhão para senador, fiz campanha para ele, para Veneziano, não estou arrependido, mas traição não perdoo”, afirmou.

Questionado se o PMDB também pode taxar o PT de traidor lembrando o caso das eleições municipais mais recentes, Anastácio afirmou que “Veneziano não tem moral para isso” e que “o que aconteceu em Campina Grande ele foi o único culpado com junto com o irmão [Vital do Rego] que hoje é ministro”.

“Tínhamos uma candidatura própria, depois se pensou em aliança com o PP, como foi feita, ele colocou Alexandre Almeida, petista na época, um cara que não merecia nenhuma credibilidade da cozinha dele e do irmão dele e fez campanha, financiou durante toda a campanha e atrapalhou tudo. Não houve nenhuma traição da nossa parte”, disse.

Ao ser perguntado sobre se o PP ficaria na base de Dilma, o deputado apontou que acredita que sim e que o partido tem um paraibano, Aguinaldo Ribeiro, que já foi ministro do governo Dilma. “Eles vão estar com a companheira contra o impeachment e a favor da democracia”, comentou.

 

 

 


Marília Domingues / Adelton Alves / Fernando Braz