Amazônia lança primeira água 'gourmet' da umidade do ar

Amazônia lança primeira água 'gourmet' da umidade do ar

Depois de cinco anos de pesquisas, começará em julho, na Europa, a venda da primeira água gourmet do planeta captada da umidade do ar. A Ô Amazon Air Water, que terá inicialmente produção de 6 milhões de garrafas por ano, tem preço sugerido entre 6,50 a 9,50 euros, e será voltada ao mercado europeu. 

A ideia de fazer água do ar surgiu há cinco anos. Para as pesquisas e o desenvolvimento da tecnologia AWG (Atmosferic Water Generator)  criaram a A2BR (Águas do Ar do Brasil). “O funcionamento é simples, semelhante ao do ar-condicionado”, compara o ambientalista Cal Júnior, um dos sócios e idealizadores do empreendimento. Nesse processo,  o ar passa por um filtro de ar e de luz ultravioleta germicida, que remove poeira, polens, fungos, bactérias e partículas. Depois a umidade do ar é condensada numa serpentina de resfriamento e coletada num tanque com luz ultravioleta, passa por um filtro de carbono e novamente pela luz germinicida, e está pronta. As máquinas que extraem a água da umidade do ar foram desenvolvidas em parceria com a China, pela Hendrx.

 A produção será exportada para 20 cidades de 12 países europeus e oferecida apenas em resorts, hotéis e cafés de luxo. No Brasil poderá ser saboreada, a partir do ano que vem, no SPA  que a marca está construindo sobre o Rio Negro, com dez bangalôs flutuante, e na Brasil Flagship, que será inaugurada na capital paulista. “Será um empório, que vai oferecer as melhores águas do mundo e também difundir a cultura amazonense”, antecipa o ambientalista.

De cada produto vendido será destinado R$ 1 para projetos de sustentabilidade na região, como a plantação de árvores nativas. E mensalmente serão doados 15 mil litros de água à comunidade. O investimento de 10 milhões de euros já está avaliado em 150 milhões de euros. Em junho, no dia 16, acontecerá a festa do lançamento mundial da Ô Amazon, em Manaus.

“Nenhuma árvore foi derrubada para a implantação da produtora e engarrafadora de água, que utilizou as instalações de uma antiga fábrica de palmito na cidade de Barcelos, em  uma área de dois milhões de metros quadrados de mata concedida pela prefeitura (concessão por 30 anos)”, explica Cal, que conheceu esse paraíso da pesca esportiva em 2002, quando fazia um documentário.

As tampas das safras especiais vão receber desenhos do artista plástico Duda Penteado e sementes de plantas nativas da região onde será vendida. “Duas coisas me motivaram a entrar nesse projeto: a chance fantástica de participar de um projeto 100% brasileiro, diretamente da Amazônia para o mundo; e o desafio de usar um dos movimentos mais inovadores da arte contemporânea, chamado Bioart, dentro de um projeto Glocal – com ações globais e locais”, explica Duda, que mora em Nova York.

A biotampa é feita de biorresina (polímero a base de amido de milho) e se desfazem em até 50 dias, após o descarte. O logo faz uma referência elegante à bandeira brasileira, a embalagem é em vidro 100% reciclável.

 
 
 
 

GQ