Ainda há necessidade de se apertar o cinto, diz ministro da Fazenda

Ainda há necessidade de se apertar o cinto, diz ministro da Fazenda
Se têm segurança, [as famílias] entram no crediário. Se não, ficam paradas esperando as coisas acalmarem"

Segundo ele, ainda há necessidade de se apertar o cinto e de reequilibrar as contas para que o país possa voltar a crescer de forma sustentada. Avaliou também que é necessário um "ajuste rápido" para que a resposta seja também rápida nas taxas de crescimento e de emprego.

"Quando a gente têm as contas publicas em ordem, o crescimento econômico é mais fácil. As pessoas têm mais confiança. Até por que, nessas ocasiões, o risco macroeconômico diminui e as pessoas entendem que podem tomar mais risco. O empresário pode fazer mais investimento. Na famílias, é a mesma coisa. Se têm segurança, [as famílias] entram no crediário. Se não, ficam paradas esperando as coisas acalmarem. É imprescindivel para o crescimento a segurança fiscal. Saber que mais para frente as contas do governo não terão surpresas negativas", declarou.

Ajustes nas gestões de FHC e Lula
Levy lembrou que, em 1999, no governo Fernando Henrique Cardoso, e também em 2003, no início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, houve "rápida reversão" da economia, com retomada do crescimento, com ajustes nas contas públicas.

"A economia cresceu [em 1999] porque todas as medidas necessárias para botar a economia em reequilíbrio foram adotadas, inclusive decisões corajosas em relação a impostos", disse.

 

No ano de 2003, na época de Lula, ele afirmou que havia dúvidas sobre o "compromisso fiscal" do governo, mas acrescentou que o então presidente "conduziu esse momento de forma que rapidamente essas duvidas se dissiparam".

"Houve decisão até de aumentar superávit fiscal. O retorno disso não demorou. Houve estabilização do câmbio e a inflação caiu quando o presidente Lula assumiu a responsabilidade fiscal. Rapidamente a economia voltou e 2004 foi mais uma vez um ano de crescimento. Isso é muito importante", declarou ele.

Nesta terça-feira (13), em São Paulo, o ex-presidente Lula afirmou governo Dilma precisava abandonar de forma imediata o ajuste fiscal que está sendo implementado pela equipe econômica.

14/10/2015 15h53 - Atualizado em 14/10/2015 16h51

Ainda há necessidade de se apertar o cinto, diz ministro da Fazenda

Joaquim Levy participa de audiência no plenário da Câmara dos Deputados.
Lembrou que Lula fez ajuste em 2003 e defendeu orçamento superávitário.

 

Alexandro Martello Do G1, em Brasília