Aguinaldo é eleito vice na CCJ e se defende: não pode haver condenação, antes do julgamento

Aguinaldo é eleito vice na CCJ e se defende: não pode haver condenação, antes do julgamento

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados elegeu, nesta terça-feira (10), os seus três vice-presidentes. O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) assumiu a 1ª vice-presidência, com 28 votos contra 26 em branco. E, apesar da pressão de alguns parlamentares, disse que vai permanecer no cargo, mesmo sendo um dos investigados na Operação Lava Jato.

O líder do PSB, deputado Júlio Delgado (MG), defendeu que o presidente da comissão, deputado Arthur Lira (PP-AL), eleito no último dia 4, e o 1º vice se declarassem impedidos de exercer os cargos por estarem na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de parlamentares que teriam participado do esquema deflagrado pela Operação Lava Jato, sobre desvio de recursos da Petrobras. Os nomes serão investigados agora pelo Supremo Tribunal Federal (STF). “Venho pedir [o afastamento de Lira e Ribeiro] pelo bem da comissão, nós não podemos fechar os olhos para o que as ruas estão dizendo”, comentou Delgado. Ele ressalta que a vitória apertada de Ribeiro hoje reflete a insatisfação do colegiado.

Arthur Lira se defendeu e disse que não vai deixar a CCJ: “Não sinto nenhum constrangimento, nenhum impedimento moral ou legal, e não faria no Congresso uma atuação de meio mandato”

 Já Aguinaldo Ribeiro alertou para que não haja pré-julgamento. “Que não se cometa, nem se queira cometer, a antecipação que muitas vezes acontece neste país: os homens públicos serem antes condenados, para depois serem julgados e muitas vezes absolvidos”.

 
 


Da redação com informações da Câmara Federal