Aécio diz que não vai cooptar, mas aceita receber insatisfeitos do PSB

Aécio diz que não vai cooptar, mas aceita receber insatisfeitos do PSB

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta sexta-feira (22) que não vai cooptar políticos insatisfeitos do PSB, mas que vai aceitar o apoio daqueles que, voluntariamente, procurarem a campanha tucana.

Aécio deu a declaração após visitar associação no Rio de Janeiro que oferece programas de reabilitação para deficientes físicos. Ao fim da visita, ele foi questionado por jornalistas sobre a possibilidade do PSDB angariar apoio de dissidentes da campanha de Marina Silva, do PSB.

Nesta quinta-feira (21), o então coordenador-geral da campanha do PSB, Carlos Siqueira, ligado a Eduardo Campos, deixou o cargo. Siqueira alegou que não apoiaria Marina, porque, segundo ele, ela não representa o legado de Campos. Siqueira criticou também indicações que Marina fez para o comando da campanha.

A crise no PSB, segundo Aécio, não muda a estratégia do PSDB para a campanha. No entanto, segundo ele, isatisfeitos do PSB seriam "bem-vindos".

"Eu tenho um enorme respeito pelo PSB e não vou fazer nenhuma ação [de cooptação], mas se ao longo da caminhada a nossa proposta sensibilizar setores do PSB ou ligados ao PSB, logicamente que são bem-vindos. Mas isso não muda a campanha. A nossa estratégia de campanha é apresentar um Brasil eficiente, ousado nas políticas públicas", afirmou o candidato.

Bolsa-Família
A exemplo do que tinha dito nesta quinta (21), no Rio Grande do Norte, Aécio afirmou que, se eleito, vai estabelecer categorias dentro do programa Bolsa Família.

Segundo ele, o governo dividirá os beneficiados em cinco níveis, nos quais as pessoas seriam alocadas de acordo com suas carências e, conforme for suprindo determinadas necessidades básicas, passaria para o nível seguinte. "O objetivo é que nenhuma família permaneça mais de um ano no mesmo nível", afirmou.