Aécio admite conversar com PSD, caso partido não apoie Dilma

Aécio admite conversar com PSD, caso partido não apoie Dilma

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta segunda-feira (19) que há possibilidade de conversar com o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles (PSD) sobre eventual vice-candidatura na disputa presidencial deste ano, caso o PSD não apoie a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Aécio participou em Belo Horizonte de evento do PSDB para oficializar a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia ao Senado e do deputado estadual Dinis Pinheiro (PP) a vice na chapa encabeçada pelo pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, apoiada pelo PSD mineiro.

Neste domingo, o ex-governador de São Paulo José Serra disse pelo Twitter que não será vice na chapa de Aécio e que disputará uma vaga de senador ou de deputado federal.

Henrique Meirelles presidiu o Banco Central entre 2003 e 2010, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e se filiou ao PSD em outubro de 2011.

"Fico muito feliz de o PSD estar aqui ao nosso lado e vamos aguardar que as coisas avancem. Eu não dou sinais que depois não possam ser correspondidos. [Henrique] Meirelles é um nome extremamente qualificado, que o Brasil respeita. Mas o que eu vejo hoje é que o seu partido tem um compromisso com a atual presidente da República. Se isso mudar, vamos conversar", disse Aécio.

No mês passado, em Brasília, o presidente do PSD e ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab disse que o partido manterá o apoio a Dilma.

"Eu sempre tenho uma posição de respeitar muito os partidos políticos que atuem em outro campo. Tanto o PSD, quanto alguns outros partidos, que hoje são cogitados para estar ao nosso lado, têm uma aliança, pelo menos anunciada, com o governo federal. Cabe a mim respeitar essa aliança", completou Aécio Neves durante o evento do PSDB nesta segunda.

Azeredo

Questionado por jornalistas durante o evento do PSDB em Belo Horizonte, Aécio Neves disse que o ex-deputado Eduardo Azeredo poderá participar da campanha dele ao Palácio do Planalto.

"Vai, sim [participar], da forma que ele [Azeredo] achar adequada. Mas vamos falar mais de Minas, do Brasil, eu já falei sobre isso", respondeu o senador.

Azeredo renunciou ao mandato em fevereiro deste ano, após a Procuradoria-Geral da República acusá-lo de ter se beneficiado de esquema conhecido como "mensalão do PSDB mineiro", que teria desviado recursos públicos e utilizado doações ilegais para a campanha de Azeredo a governador de Minas Gerais, em 1998. O ex-deputado nega as acusações.

Após o encontro, Azeredo afirmou que está “participando” da campanha de Aécio Neves à Presidência da República.

“Hoje eu estou participando e vou continuar participando. Tenho muito mais condição moral do que muita gente que está por ai”, disse Azeredo.

“Eu sou fundador do partido. Eu vou defender o nome do Pimenta [da Veiga], do Aécio. Fui governador, primeiro governador do PSDB mineiro. De maneira que eu gostaria que vocês da imprensa divulgassem minha defesa, não apenas aquela loucura do procurador”, completou.

G1