Advogado diz que prefeita procurada pela PF 'está em pânico' e pode se apresentar a qualquer momento

Advogado diz que prefeita procurada pela PF 'está em pânico' e pode se apresentar a qualquer momento

Investigada pela "Operação Éden", iniciada na última quinta-feira (20) pela Polícia Federal, a prefeita de Bom Jesus-MA, Lidiane Leite, sumiu sem deixar rastros. De acordo com o advogado Carlos Sérgio de Carvalho, a jovem entrou em pânico ao ver a repercussão do caso. Ele afirma que comparecimento espontâneo dela à sede da Superintendência de Polícia Federal (PF) em São Luís (MA) pode acontecer nos próximos dias.

A PF deu prazo até esta terça-feira para o comparecimento de Lidiane, foragida há cinco dias. Caso contrário, o nome dela será incluído na lista vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

Para capturar a prefeita, a vigilância foi reforçada em rodoviárias, aeroportos e rodovias do estado, além de fazendas de amigos dela, que poderiam servir de refúgio. Já foram presos o ex-secretário de Agricultura, Antônio Gomes da Silva, conhecido como "Antônio Cesarino", e de Assuntos Políticos, Humberto Dantas dos Santos, conhecido como Beto Rocha, ex-namorado da prefeita.

 

Ostentação – Depois que se tornou prefeita, Lidiane passou a compartilhar fotos da nova rotina nas redes sociais. Nos perfis pessoais, ela escreveu: "Eu compro é que eu quiser. Gasto sim com o que eu quero. Tô nem aí pra o que achem. Beijinho no ombro pros recalcados". Em outro post, ela diz: "Devia era comprar um carro mais luxuoso pq graças a Deus o dinheiro ta sobrando (sic)".

Antes de se tornar prefeita, Lidiane teve vida humilde. Ela vendia leite na porta da casa da mãe para sobreviver em Bom Jardim.

 

Desvios – A polícia investiga transferências de cerca de R$ 1 mil realizadas da conta da prefeitura para a conta pessoal de Lidiane que chegam a R$ 40 mil em um ano, e para o advogado da prefeitura, Danilo Mohana, que somam mais de R$ 200 mil em pouco mais de um ano.

Secretários, ex-secretários e empresários também estão sendo investigados. Houve duas licitações para reformar 13 escolas, pelas quais a "Zabar Produções" obteve R$ 1,3 milhão e a "Ecolimp" recebeu R$ 1,8 milhão. Nenhuma das empresas foi encontrada. Contratos de R$ 18 mil cada firmado com 16 agricultores para o fornecimento de merenda escolar nas escolas também são investigados. Agricultores negaram o recebimento de qualquer pagamento.

 

 

 

G1