Adolescente acusado de matar agente penitenciário é apreendido e alega auto defesa

Adolescente acusado de matar agente penitenciário é apreendido e alega auto defesa

Em menos de 24 horas os policiais da Unidade de Polícia Solidária (UPS) de Mandacaru conseguiram encontrar o acusado de matar um agente penitenciário nesta sexta (3) no Jardim Treze de Maio em João Pessoa.


A apreensão foi feita pelo Tenente Gama e pelos sargentos Henrique e Albino. O menor estava ainda com a arma do crime, que era o revólver do próprio agente. De acordo com o Sargento Henrique, eles conseguiram informações do paradeiro do acusado e o capturaram, levando até a base para levar para a delegacia do menor.


De acordo com o sargento Henrique, o menor confessou o crime, afirmou que houve luta corporal e o agente foi morto com a sua própria arma.


O sargento Henrique informou que ele estava de serviço e que foi atender a ocorrência informando que o agente penitenciário havia sido baleado: “Eu coloquei ele na viatura e o socorri para o Trauma, onde ele foi à óbito. Mantive contato com o Sargento Albino e o tenente Gama e desde ontem estamos no encalço para apreender o menor. Saí do serviço e ainda não dormi. Recebemos informações que ele estava na Vila Japonesa no Jardim Treze de Maio e fomos até o local”, destaca.


Para o sargento Albino, a sessão é de “dever cumprido”, ele falou que a ação foi uma resposta positiva e que houve ação da cavalaria.


A arma apreendida é um revólver calibre 38 com duas munições deflagradas, justamente os dois tiros que atingiram o agente.


Versão do adolescente

Ainda na delegacia, o menor quis contar sua versão. De acordo com ele, o agente penitenciário tinha o costume de chamá-lo em sua casa e instigava a praticar crimes, como ameaçar pessoas com a arma. Ele contou ainda que neste dia em especial, o agente o teria chamado para ir a praia à noite e quando o jovem se recusou, a vítima teria o ameaçado com a arma.


“Ele disse que se eu não fosse, ele me matava e apontou a arma para mim”, afirmou. O menor disse que brigou e conseguiu tomar a arma do agente, vindo a ameaçá-lo se ele tentasse qualquer coisa e que a partir daí houve uma luta corporal. “Ele veio para cima de mim e tentou tomar a arma, aí eu atirei sem querer e pegou nos peitos dele”, explicou. A ação não terminou aí, de acordo com o adolescente. “Mesmo com o tiro ele continuou vindo para cima e eu dei um tiro na perna”, afirmou.


De acordo com o adolescente, o agente forçava menores a apontar arma na cara dos outros e que na sexta feira, a vítima tinha atenção de matá-lo.


O adolescente afirmou que tentou procurar a polícia e que se apresentou para que os policiais fizessem a apreensão. Ele afirmou que ao chegar em casa contou para a mãe do ocorrido, o jovem também afirmou que não sabia que a vítima era agente penitenciário.


De acordo com o tenente Gama, a perícia precisa investigar a questão, pois apesar da história que o menor conta fazer sentido, não pode-se dizer que é verdadeira e isso cabe investigação.


A mãe do menor também esteve presente na delegacia e afirmou que o agente tinha o costume de chamar menores de idade para a casa dele e que o filho chegou assustado em casa ao contar que tinha matado o agente. Ela afirmou ainda que já havia chamado até uma viatura da polícia em ocasião anterior devido ao número de adolescentes na casa da vítima. “Não sei o motivo (de ter esses menores na casa do agente), mas ele chamava o meu para fazer coisas erradas”, destacou.
 

 

 

 

 

 

Marília Domingues / David Martins