Acusado é condenado a mais de 26 anos de prisão, em Conceição

Acusado é condenado a mais de 26 anos de prisão, em Conceição

Com um vocabulário impecável, uma fundamentação muito consistente e uma atuação inteiramente digna dos grandes tribunais, o promotor de justiça, Osvaldo Lopes Barbosa, que aliás, é de fato, um promotor acostumado a grandes tribunais, pugnou e conseguiu condenar o réu, Marleno Gonzaga de Sousa a 26 anos e 4 meses de prisão, pelos crimes de Homicídio e Tentativa de Homicídio, ambos qualificados. Os crimes ocorreram, por volta das 6h, da manhã do dia 1 de janeiro do ano de 2009, na cidade de Ibiara. Outro réu, Jô Gonzaga de Sousa, que também estava presente a cena do crime, foi absolvido das acusações contra ele. O júri teve inicio, por volta das 10h e se estendeu até às 20h, desta sexta-feira(11), no Tribunal do Júri Popular da cidade de Conceição. Nenhum dos réus esteve presente no julgamento.

De acordo com a denúncia, no dia 1 de janeiro de 2009, na cidade de Ibiara, os réus agindo de forma que impossibilitou a defesa das vítimas, efetuaram vários disparos de arma de fogo, que atingiram Francisco Salto Caú, levando-o a morte, quatro meses depois do ocorrido, e Deolina Demésio Caú, que mesmo ferida resistiu a dois disparos, que atingiram às suas costas.

Em plenário, o Ministério Público pugnou pela condenação dos réus, pela prática dos crimes de homicídio qualificado consumado e outro qualificado na forma tentada. Por sua vez, o advogado de defesa, Braz Travassos, alegou que os réus efetuaram os disparos por legítima defesa e que no caso do homicídio a vitima não teria morrido em decorrência dos ferimentos, argumentando que a causa morte constante no óbito seria Insuficiência renal. Em seguida, o advogado pediu a absolvição dos réus.

 

Promotor de Conceição Osvaldo Lopes Barbosa

O Conselho de Sentença, indagado sobre os fatos debatidos entre acusação e defesa, reconheceu, por maioria dos votos, que Marleno Gonzava cometeu o crime transcrito na denúncia. Do mesmo modo, o Conselho de Sentença igualmente, reconheceu que ele agiu mediante recurso que tornou impossível a defesa das vítimas. Em relação do segundo réu, Jô, o jurado entendeu, por maioria dos votos, que ele não foi o autor dos crimes.

Diante do exposto, em embates entre as partes e decisão soberana do Conselho de Sentença, o juiz Antônio Eugênio, que presidiu o júri, condenou o réu Marleno Gonzaga de Sousa a 16 anos definitivos, pelo crime de homicídio qualificado e a 10 anos e 4 meses, pelo crime de tentativa de homicídio, também qualificado, totalizando uma pena imposta de 26 anos e 4 meses.

O advogado de defesa, Braz Travassos, disse que vai recorrer da sentença


 

 

 

 

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