Acusado conta detalhes da morte de jornalista do Vale do Piancó em Tocantins

Acusado conta detalhes da morte de jornalista do Vale do Piancó em Tocantins

Um dos suspeitos de ter matado o jornalista Mateus Júnior, de 47 anos, disse à polícia que a vítima morreu após passar mal porque tinha um problema respiratório. O corpo foi encontrado na noite desta quarta-feira (7) com as mãos e pés amarrados, mas não apresentava marcas de tiros ou facadas e as causas da morte ainda estão sendo apuradas. A Polícia Civil investiga o crime como um latrocínio, roubo seguido de morte.

Mateus é natural da cidade de Itaporanga, no Vale do Piancó, no Sertão paraibano, e morava na região há mais 20 anos. Ele foi secretário de comunicação do Governo do Tocantins, da Prefeitura de Palmas, chefe da assessoria da Assembleia Legislativa e atualmente trabalhava na Federação da Agricultura do Estado (FAET).

O corpo foi levado para o IML de Palmas e deve ser liberado ainda durante a manhã. O velório está marcado para às 12h30, na Assembleia Legislativa de Palmas. Depois, Junior deve ser enviado para Itaporanga (PB), onde vivem os parentes.

Mateus Junior foi localizado na noite desta quarta-feira (7) em uma estrada vicinal próximo de Lajeado. Oito suspeitos forram detidos por envolvimento na morte e chegaram em Palmas na madrugada desta quinta-feira (8). Um outro homem está foragido.

Eles foram encontrados em uma casa no município de Nova Rosalândia, a 120 quilômetros de Palmas. Com o grupo, seis adultos e dois adolescentes, foram encontradas drogas e armas, além de relógios e roupas da vítima. Quatro já foram liberados e os outros foram levados para a Casa de Prisão Provisória de Palmas.

Em depoimento, um dos suspeitos negou ter batido e torturado o jornalista, e afirmou que Mateus Junior foi jogado dentro do porta-malas de um carro quando estava desmaiado. Ao perceberem que ele havia morrido, deixaram o corpo em Lajeado.

Convidados

Os suspeitos disseram que encontraram com o jornalista em um bar e foram convidados para ir até a casa dele. Ao chegar no local, consumiram drogas e bebidas.
Em depoimento, afirmaram que ao ver as coisas da vítima resolveram fazer o roubo. Mateus Junior foi amarrado e deixado dentro de um quarto.

“Ao perceberem que a vítima tinha um padrão de vida bom, teriam decidido pelo roubo. E então amarraram. Eles afirmam que em determinado momento a vítima tentou se desvencilhar das amarras e nesse momento foi agredida”, disse o delegado Vinícius Mendes, responsável pela investigação.

Entenda

O jornalista estava desaparecido desde a madrugada de sábado (3). Ele foi visto pela última vez, por volta das 2h, em um bar da quadra 303 Norte. A polícia foi até a casa do homem na 306 Sul e encontrou o local aberto e revirado.

Na casa foram encontrados copos quebrados pelo chão, gavetas remexidas, piscina ligada e cheia de latas de cerveja. Uma televisão foi levada e o carro da vítima não estava na garagem, porém, os documentos de Júnior e do veículo ficaram para trás.

O carro da vítima foi encontrado em Porangatu, município ao norte de Goiás, na terça-feira (6). O veículo estava abandonado, perto da rodoviária da cidade. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil. A polícia disse que dentro do carro não tinha ninguém e nem vestígios de sangue.

MaisPB com G1