Acidente envolvendo ex-prefeito do Vale do Piancó poderá servir de referência para mostrar a importância do air bag

Acidente envolvendo ex-prefeito do Vale do Piancó poderá servir de referência para mostrar a importância do air bag

Um acidente, envolvendo o ex-prefeito da cidade de Olho Dágua, Dr. Júlio Lopes Cavalcante, poderá se tornar referência para mostrar a importância do uso do dispositivo air bag em veículos. O acidente aconteceu na noite do dia 17 de setembro de 2013. Na ocasião, o médico foi salva pelo dispositivo, que disparou, depois que o seu veículo, um Honda Civic bateu na traseira de um Ônibus Escolar, que conduzia cerca de 50 universitários da cidade de Itaporanga, que estudam na cidade de Patos. No momento do acidente, os alunos não estariam mais no interior do ônibus, que se encontrava parado, em decorrência de um problema mecânico em uma roda.De acordo com as informações colhidas no dia do acidente, o motorista do Onibus não teria colocar as sinalizações na pista.

O veículo dirigido por Júlio ficou, parcialmente, destruído. O ex-prefeito foi levado até o hospital regional de Patos com alguns ferimentos, mas nada grave, graças ao Airbag que foi acionado.

Existe um projeto para que, a partir de 2014, todos os veículos sejam obrigados a sair de fábrica com air bag, além de freios dotados do sistema ABS (antitravamento). Hoje, menos de 30% da frota brasileira tem o equipamento, número considerado inferior a vários países de Primeiro Mundo, como os Estados Unidos, por exemplo. Lá o air bag é obrigatório desde o ano de1999 e o porcentual chega a 99% da frota. Em países da Europa não há obrigatoriedade prevista em lei, mas 95% dos veículos saem de fábrica com o sistema.

No Brasil, o uso do dispositivo, que é muito eficaz para evitar lesões graves ou até a morte no trânsito, é ainda pouco valorizado. No entanto, acidentes, como o do Dr. Júlio Cavalcante, ex-prefeito da cidade de Olho Dágua, na região do vale do Piancó, deixam em alerta a necessidade do equipamento no veículo e sua importância na hora de salvar vidas.

Em contato com o reportagem do portal VPN, o médico disse que o dispositivo salvou a sua vida e que em todos os veículos que ele comprar, a primeira exigência será a existência do air bag. “ Vendo a situação em que ficou meu veículo, ninguém diria que eu escapei ileso. Fui salvo pelo air bag e o terei como dispositivo necessário em todos os veículos da minha família”, disse o médico.É da cultura dos proprietários de veículos nas cidades do Vale do Piancó e em toda a Paraíba, fazerem investimentos de sons de alta potência ou em rodas de liga leve e não equiparem seus veículos com a bolsa, que poderá salvar suas vidas, em caso de acidentes.

Um estudo feito pelo Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil) constatou que o potencial do air bag poderia contribuir para manter a vida de aproximadamente 490 pessoas (1,4% das 35 mil vítimas fatais) que hoje morrem no trânsito, ou evitar ferimentos em mais de 10 mil pessoas. Os números da NHTSA (agência americana que cuida da segurança no trânsito), nos quais o estudo do Cesvi se baseou, indicam que o equipamento reduz a possibilidade de o motorista morrer em um acidente em 14% – esse número é de 11% entre passageiros. O risco de lesões moderadas nos membros superiores cai em 45%. Se levadas em conta todas as lesões, há 59% a menos de risco.

O Cesvi ainda estima que seria possível reduzir 1.600 mortes por ano se a taxa de adesão do cinto de segurança aumentasse em 10%– o air bag é um sistema de proteção complementar ao cinto, sendo este o mais importante equipamento de segurança. Marcus Romaro, gerente técnico do centro de pesquisa, explica que o cinto proporciona um alto índice de proteção, porém dependendo da intensidade da colisão, existem casos em que o peito do motorista ou do passageiro pode tocar o volante ou o painel de instrumentos. Nessas situações é que o air bag atua, minimizando ainda mais os riscos de lesões graves e/ou fatais.
“Além de segurar o corpo dos ocupantes para dar tempo que a bolsa do air bag infle totalmente, o cinto de segurança garante a trajetória dos mesmos em direção à bolsa”, afirma.

O custo médio de um air bag é de R$ 2.000, porém esse preço deve ser reduzido conforme o aumento na demanda de fabricação já que será obrigatório em todos os carros.

O sistema foi desenvolvido para não disparar em colisões frontais de baixa intensidade, situações estas em que somente o cinto de segurança é suficiente para garantir a proteção do ocupante. O dispositivo frontal também não dispara em colisões laterais, traseiras, capotamentos ou em condições abusivas de rodagem – passagens por valetas, lombadas, queda em buracos, guias, etc. Para impactos laterais, há modelos de carros mais sofisticados que trazem air bag de cortina (laterais).(Pesquisa:GazetadoPovo)


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Fonte: Gilberto Angelo/Joaquim Franklin

Fotos: Catingueira Online