Ação da Petrobras sobe com a alta do petróleo e Bovespa fecha no azul

Ação da Petrobras sobe com a alta do petróleo e Bovespa fecha no azul

O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta quinta-feira (21), amparado na alta dos preços do petróleo que impulsionou as ações da Petrobras. A bolsa começou o pregão em queda, puxada pela fraqueza nas bolsas externas.

Os ganhos foram limitados pelo quadro externo ainda adverso. Investidores também repercutem a decisão do Banco Central do Brasil de manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano.

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, subiu 0,19%, aos 37.717 pontos. 

Em meio a recuperação dos preços do petróleo nesta quinta, as ações da Petrobras, que fecharam em cotações mínimas desde 2003 nos dias anteriores, subiram 1,58% nas preferenciais (PETR4),  cotadas a R$ 4,50.

Já as ações ordinárias (PETR3, que dão direito a voto) tiveram alta de 6,07%, a R$ 6,29.

 

Cenário externo
As bolsas na Ásia e commodities voltaram a cair nesta sessão, contaminando os futuros acionários nos Estados Unidos, apesar de injeção de recursos no mercado pelo banco central da China.

 

Em Wall Street, o futuro do S&P 500 reduziu as perdas após o Banco Central Europeu decidir pelamanutenção das taxas de juros na região.

 

No Brasil
Na cena local, o Banco Central manteve na quarta-feira a taxa Selic inalterada em 14,25% ao ano, em decisão dividida, citando "cenário macroeconômico, as perspectivas para a inflação e o atual balanço de riscos, e considerando a elevação das incertezas domésticas e, principalmente, externas".

 

 Economistas da CM Capital Markets avaliaram que, com a forma como a decisão foi tomada e sinalizada, "ficou claro" que houve interferência na condução da política monetária em função da agenda de crescimento da nova equipe econômica, segundo a Reuters.

 

 
Analistas ouvidos pelo G1 logo após o anúncio da decisão afirmaram que a decisão coloca em dúvida a credibilidade do BC. A percepção que eu tenho é que estão fazendo da política monetária um brinquedo para satisfazer algumas vaidades", disse Otto Nogami, professor de economia do MBA do Insper. "Talvez a decisão até seja correta, talvez a política monetária não consiga mais conter inflação. Mas a maneira como eles chegaram da manutenção foi um desastre, falando sobre a comunicação", afirmou João Ricardo Costa Filho, professor da Faculdade de Economia da FAAP.
 
 
 

 

G1