A um mês da abertura da Copa do Mundo, cinco arenas seguem em obras

A um mês da abertura da Copa do Mundo, cinco arenas seguem em obras
Passaram-se 2.386 dias desde o dia em que Joseph Blatter, presidente da Fifa, anunciou que o Brasil teria “o direito, mas também a responsabilidade, de sediar a Copa do Mundo” em 2014. Dezoito cidades lutaram pelo direito de sediar a competição. Doze conseguiram. Para isso, se comprometeram a entregar seus estádios em dezembro de 2012 — desta forma, argumentou a entidade, haveria tempo suficiente para testes e adaptações em cada uma das arenas.

 

 

Belo Horizonte e Fortaleza respeitaram o acordo assinado. A finalização dos palcos das outras cidades sedes se espalhou pelo calendário. Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa e principal interlocutor da entidade com o país, reclamou e ameaçou com chute no traseiro, mas teve de dar o braço a torcer e marcar outra data de entrega, dezembro de 2013. Mas nem o novo prazo foi suficiente. A um mês do início da competição, cinco estádios seguem em obras: a Arena Pantanal, em Cuiabá; a Arena da Baixada, em Curitiba; a Arena da Amazônia, em Manaus; a Arena das Dunas, em Natal; e o Itaquerão, em São Paulo.


O fato de todos os estádios já terem recebido ao menos uma partida de futebol não indica que a estrutura mais elementar de uma Copa do Mundo esteja concluída nas 12 sedes. Nos estádios atrasados, os problemas com ingressos para assentos inexistentes serão mais comuns; os sinais de internet e telefonia móvel, mais fracos; o gramado, mais falho; e o acesso, mais conturbado.

“Em alguns estádios, nós sabemos que teremos pouco tempo para testes, ou então tempo nenhum. Receberemos os estádios em 21 de maio, quando eles entrarão em fase de uso exclusivo da Fifa. Como será nossa equipe, poderei brigar com alguém sem ser criticado por isso”, comentou Valcke, em seu desabafo mais recente, uma entrevista ao jornal suíço Le Matin na sexta-feira. Na semana passada, em uma coletiva de imprensa em Lausanne, o dirigente chegou a dizer que a relação com o governo brasileiro teve momentos “infernais”.

As obras de mobilidade urbana também apresentam atraso na maioria das capitais. Levantamento do Sindicato da Arquitetura e da Engenharia (Sinaenco) mostra que oito cidades têm intervenções em andamento, com pouca probabilidade de serem entregues a tempo do Mundial. O fornecimento de energia elétrica também é um problema. Sete capital não concluíram as obras de reforço nessa área, segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).