'PMDB terá candidato a presidente, governador e prefeito de JP', diz Maranhão; apoio ao PSB só no 2° turno

'PMDB terá candidato a presidente, governador e prefeito de JP', diz Maranhão; apoio ao PSB só no 2° turno

O presidente do PMDB na Paraíba, senador José Maranhão, comentou em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação que o partido pretende ter candidato próprio a presidente da república, governador do estado e prefeito das grandes cidades e destacou que a aliança para 2016 com o PSB deve ficar para o segundo turno.

“O PMDB é aliado de Ricardo Coutinho porque não apóia o candidato de Ricardo em João Pessoa, o governador até hoje não tem candidato, tem pré-candidatos, treinados para serem candidatos, mas por hora não tem candidatos e se tiver, os que estão falando aí se tornarem, nada impede que o aliado PMDB tenha com o PSB o compromisso de alianças outras. Numa disputa municipal pode acontecer que o candidato do PMDB compareça e se firme e pode estar no segundo turno, mas se não tiver vamos apoiar o candidato do aliado Ricardo Coutinho, mas isso vai depender do comportamento de ambos os lados”, afirmou.

Maranhão lembrou dos acordos para a eleição de 2014 e das “coisas atípicas” que aconteceram como o fato de ter fechado aliança com o PT em João Pessoa, num “trabalho difícil, penoso, com um forte componente de intervenção do diretório nacional e estávamos próximos da convenção quando fomos surpreendidos porque o PT deixou esse acordo e aliou-se a Ricardo Coutinho”, disse. “Em política tudo pode acontecer inclusive nada”, destacou.

O peemedebista lembrou que o partido foi para a eleição sozinho, sem tempo de televisão e brincou: “Fiquei quase na situação de Enéas”, “mas ganhamos a eleição”, completou. O senador apontou também que a eleição apontou um aspecto novo da política paraibana, onde os comandos não conseguiram “arrastar” o senador e deputados. “O nosso candidato não emplacou, teve apenas 5%, mas teve bancada federal, estadual e um senador”, disse.

 Questionado sobre o nome que o PMDB lançaria para substituir Dilma Rousseff (PT) em 2018, o senador argumentou que na própria história muitos presidentes não tinham histórico nem eram muito conhecidos citando Jânio Quadros e Fernando Collor de Melo. “Além de pouco conhecidos, na época despreparados foi o que aconteceu com eles, Jânio fez uma renúncia mal intencionada porque ele pensava que o congresso nacional iria se intimidar e recusar concedendo a ele plenos poderes e Collor sofreu um processo de impeachment”, comentou.

Para o peemedebista um bom nome seria o de Roberto Requião. “Pode despontar, mas não estou lançando ninguém”, explicou.

 

 


Marília Domingues