Aliados do PMDB e família tiram de Zé Maranhão as chances para disputar mandatos em 2014

05/08/2013 10:34

Não tem sido fácil a vida do ex-governador e presidente estadual do PMDB, José Maranhão, como pré-candidato a qualquer um dos cargos eletivos disponíveis para disputa no próximo ano. Internamente no partido, Maranhão não dispõe hoje do mínimo apoio para concorrer às vagas de vice-governador ou senador. No seio familiar, nem em sonho se conversa sobre a possibilidade do velho cacique peemedebista vislumbrar uma cadeira na Câmara dos Deputados.

 

A partir do próprio pré-candidato a governador pelo partido, o ex-prefeito Veneziano Vital do Rêgo, de Campina Grande, já há uma certeza consolidada no interior do partido de que, pelo menos para o Senado ou uma improvável vice-governadoria, Maranhão não se candidatará. Ele teria dado essa certeza durante um pronunciamento público em evento do partido, segundo Veneziano.

 

- Na ocasião, ele (JM) disse que estava muito agradecido pela lembrança ao seu nome como candidato ao Senado, mas que não tinha mais interesse de disputar mandatos majoritários. Dito isso, poderia pensar em disputar mandatos proporcionais- , lembra Veneziano.

 

Presidente do PMDB de João Pessoa, o deputado federal Manoel Júnior também já deixou claro que o ex-governador, como principal líder do partido no Estado, "tem a compreensão de que a vice e a senatória estão abertas para a composição com outros partidos”. A preço de hoje, essas vagas seria negociada com outras legendas dentro de um possível arco de alianças, na avaliação de Júnior. Cita os casos do PT, PP, PSC, PEN, PTB e PR como algumas das alternativas.

 

Crise na família

Com a "porteira" fechada para principalmente sonhar com a vaga ao Senado, Zé Maranhão também tem frustradas quaisquer tentativas para até mesmo concorrer a uma vaga na Câmara. Como tem o sobrinho, Benjamin Maranhão, numa cadeira na Casa em Brasília, a família sofre abalos císmicos sempre que alguém de fora, mesmo do partido, levante essa hipótese.

 

Wilma Maranhão, primeira-irmã do ex-governador e mãe de Benjamin, já deixou claro ao mano líder da família que não quer sofrer novamente o vexame a que o filho foi submetido, na eleição de 2008: citado entre os políticos que teriam envolvimento com a famosa "Máfia da Ambulância", Maranhão decidiu "sacrificar" um novo mandato de "Beijinha". "Desta vez, meu filho não será moeda de troca", mandou o recado a prefeita de Araruna.

FONTE: MARCOS ALFREDO